Na madrugada desta quinta-feira (5), ladrões explodiram o caixa eletrônico do Posto de Atendimento Bancário Eletrônico (PAE) do Bradesco localizado em Domélia, distrito de Agudos (13 quilômetros de Bauru). Com o impacto, o prédio ficou destruído. O mesmo local já havia sido “visitado” por uma quadrilha no final de maio e foi reaberto há cerca de 15 dias. Já o caixa eletrônico estava funcionando há apenas três dias.
Testemunhas contaram à polícia que, por volta da 1h, cinco pessoas portando armas de cano longo desembarcaram de um carro preto semelhante a um Corolla e colocaram explosivos no único caixa eletrônico do distrito, que fica na rua Dom Pedro I, no Centro.
O barulho da explosão pôde ser ouvido em um raio de cerca de um quilômetro. A polícia não soube informar o valor levado pela quadrilha, mas a reportagem apurou que seria em torno de R$ 25 mil. A Polícia Militar (PM) foi acionada e preservou o local até a chegada da Polícia Científica.
O delegado Jader Biazon deu início às investigações para tentar identificar os envolvidos na ação criminosa. Ele conta que está trocando informações com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu, região onde os ataques a caixas eletrônicos são mais frequentes.
Segundo o delegado, a probabilidade de que a mesma quadrilha tenha participado das duas explosões em Domélia é grande, já que as características físicas dos acusados são semelhantes. Ele criticou a falta de investimento das agências bancárias em itens de segurança.
“As instituições financeiras não investem em nada que possa nos auxiliar nas investigações. Não havia uma única câmera lá captando imagens dos autores”, afirma. “Também não há dispositivo que manche as notas. Tudo favorece a ação criminosa”.
População alega falta de policiamento
Moradores das proximidades do PAE reclamam da falta de policiamento no distrito, que não possui base policial. De acordo com eles, durante o dia, um policial militar de Agudos realiza patrulhamento.
O subprefeito de Domélia, Wagner Brosco, disse à reportagem que a PM não instala pelotão com pelo menos cinco policiais onde não é município e alegou que cobra uma solução há pelo menos 25 anos.
Outro ponto relatado por ele é a ausência de policiais interessados em atuar no local. “Não tem como obrigar alguém a trabalhar aqui. A pessoa precisa demonstrar interesse, caso contrário, continua como está”, lamenta.
Brosco fala do esforço que fez para tentar receber um PM da Capital, que desistiu a pouco tempo de assumir a função. “Reformamos uma casa para receber o policial, ele demonstrou interesse em viver neste distrito, mas, por algum motivo, desistiu quando tudo estava sendo concluído”, revela.
O comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPM-I), tenente-coronel Walter Oliveira, explica que o fato de o distrito ficar próximo à rodovia Castelo Branco (SP-280) favorece a fuga dos criminosos. Ele anunciou que vai estudar alternativas para melhorar a segurança em Domélia.
No dia 25 de maio, por volta das 3h40, aproximadamente nove homens armados, usando três veículos, explodiram o caixa eletrônico do PAE de Domélia. Na ocasião, eles efetuaram disparos com uma espingarda, atingindo trailer de sorvete instalado nas proximidades. Apesar dos danos no prédio onde estava instalado o equipamento, ninguém ficou ferido.