09 de julho de 2026
Polícia

Atendimento no Copom terá policiais aposentados

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O atual Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) Regional de Bauru terceirizará, dentro de alguns meses, as funções de atendentes das chamadas 190, serviço realizado por soldados temporários.

Com a contratação de uma empresa especializada por meio de licitação, a Polícia Militar (PM) dará prioridade para a admissão de policiais aposentados por tempo de serviço ou por invalidez. O fato foi noticiado pelo JC nesta semana, depois do anúncio oficial do comandante-geral da PM no Estado, coronel Benedito Meira.

O coronel Airton Iosimo Martinez, chefe do Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4), explicou ontem que o processo de terceirização do Copom, ou seja, do atendimento das chamadas de emergência ao número 190, evitará que policiais militares sejam retirados das ruas para a execução do serviço. Além disso, os aposentados terão a chance de, novamente, adentrar à rotina da PM.

“Hoje o serviço de atendente do Copom é feito por soldados temporários. Como eles eram contratados pela lei dos estagiários, muitos entraram com ação na Justiça por conta de carga horária, férias. Para evitar esse tipo de problema, e também que policiais sejam retirados das ruas, foi decidido que o serviço será terceirizado”.

Excelência

Atualmente, a estrutura de funcionamento do Copom de Bauru conta com 80 pessoas, sendo 40 policiais militares e 40 temporários. Com a terceirização do serviço haverá 120 atendentes – serão contratados 80 profissionais que substituirão os temporários e trabalharão em turnos de seis horas.

“Como o serviço será terceirizado, nós temos a possibilidade de dar prioridade aos policiais aposentados. Quando há concurso público, isso não é possível. A qualidade do serviço será mantida, porque são pessoas muito experientes, e também estaremos dando a oportunidade de que eles voltem ao convívio da Polícia Militar”, destacou o coronel Airton.

A licitação deverá ser aberta nos próximos meses, em um prazo estimado de 90 dias, que poderá ser alterado. Tudo está sendo estudado minuciosamente pelo comando geral da PM no Estado de São Paulo, inclusive os valores dessas contratações, que ainda não foram divulgados.

Assim que o processo de licitação for publicado no Diário Oficial do Estado, as empresas que oferecem serviço de telemarketing já poderão se candidatar. Os futuros trabalhadores deverão ainda realizar um breve curso de duas semanas para a execução da função.

“As empresas oferecerão o serviço, mas nós participaremos desse processo de seleção. Mesmo se o atendente não for um policial, isso não prejudicará o atendimento. Este serviço é padrão, ele atende a chamada, preenche alguns dados no sistema e encaminha a ligação para o despachador, que é um policial militar. Se ele tiver alguma dúvida, pode contar com o auxílio do supervisor”, explicou.

Os novos funcionários assumem a função, de fato, conforme os contratos de soldados temporários forem acabando. Se a contratação ocorrer antes do encerramento dos contratos, temporários e atendentes futuros trabalharão juntos.

 

Fotos/João Rosan

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