Nada de acordo. A proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não agradou a categoria e a greve dos bancários está mais próxima de ser deflagrada. Uma assembleia no próximo dia 12 deve decretar o estado de greve, sendo que a paralisação geral, incluindo em Bauru, está agendada para o dia 19.
A proposta apresentada anteontem ao Comando Nacional dos Bancários é de reajuste de 6,1% (reposição da inflação prevista) sobre os salários, os pisos, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e demais verbas de caráter salarial.
Já a categoria quer reajuste salarial de 11,93%. Além disso, reivindica ainda piso salarial no valor de R$ 2.860, participação nos lucros ou resultados de três salários-base mais uma parcela adicional fixa de R$ 5.553,15 e valorização dos vales refeição e alimentação.
O Comando Nacional rejeitou a proposta já na mesa de negociação. “Foi elaborado um calendário que prevê uma assembleia no dia 12 para recusar oficialmente a proposta e instaurar o estado de greve”, explica o diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, Paulo Tonon.
De acordo com ele, caso a Fenaban não faça uma proposta melhor até o próximo dia 18, a paralisação nacional por tempo indeterminado será deflagrada no dia 19.
Para o presidente da Contraf/CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro, a proposta apresentada foi uma verdadeira “provocação”. “A proposta não tem aumento real, nem valorização do piso e nenhuma resposta para nossas reivindicações”.