08 de julho de 2026
Nacional

PM e manifestantes entram em confronto após protestos em desfile

Folhapress
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O desfile militar de Sete de Setembro foi marcado por confrontos entre policiais e manifestantes, que chegaram a invadir a avenida Presidente Vargas, onde ocorria a parada.

A polícia reagiu e houve confronto, mas o desfile não chegou a ser interrompido. Policiais do Batalhão de Choque jogaram bombas de gás lacrimogêneo. As famílias que acompanhavam o desfile das arquibancadas se assustaram e tiveram de correr para se proteger do tumulto. Idosos passaram mal devido ao efeito do gás, e as arquibancadas foram sendo esvaziadas rapidamente.

Segundo a Polícia Militar, oito pessoas foram presos durante os protestos. Eles foram levados para a 5ª Delegacia de Polícia (Centro), 17º DP (São Cristóvão, zona norte) e 12ª DP (Copacabana, zona sul).

Os manifestantes começaram a se concentrar no início da manhã na avenida Passos. Impedidos pela polícia de acessar a avenida Presidente Vargas, eles tomaram direção contrária a do desfile. Mas logo depois retornaram, conseguindo furar o bloqueio policial em outro ponto.

Na confusão, o fotógrafo Marcos de Paula, do jornal "O Estado de S.Paulo", foi ferido por uma bomba de gás lacrimogêneo, que provocou queimaduras num dos braços.

Com a confusão, as arquibancadas do desfile se esvaziaram. Muitas pessoas deixaram de acompanhar o cortejo. Pessoas que assistiam ao desfile passam a grade para fugir dos manifestantes. Agentes do Exército liberaram a passagem pela calçada, até então bloqueada. Neste momento, bombas de gás eram lançadas. Quem assistia ao desfile aplaudia a chegada do Batalhão de Choque para conter os manifestantes.

A Secretaria de Segurança Pública informou que ainda está realizando uma balanço de pessoas detidas, presas, feridas e do público durante o protesto. No ato Grito dos Excluídos, cerca de 400 pessoas se concentravam na rua Uruguaiana. No momento, centenas de manifestantes seguem concentrados no centro do Rio.