No último dia 29, partiu deste mundo para junto de Deus a tão querida e amada Dona Nadir, mais conhecida como a "Vó" de todos. Aquela que dispôs do seu tempo durante décadas para atender a aqueles que necessitavam de ajuda, que buscavam consolo, que passavam por situações difíceis de saúde, enfim, aqueles que precisavam de um ombro amigo humano e espiritual.
Por muitas vezes em dias tenebrosos, eu mesmo busquei o consolo de Dona Nadir e em todas as vezes fui muito bem recebido não só por ela mais também por seu grupo familiar, pessoas de carisma e receptividade admiráveis, em especial sua filha "Rosa" que hoje sofre a perda de sua mãe.
Certa vez, em uma dessas perdas que são inevitáveis considerando a lei da vida, ouvi um padre dizer perante todos os que visitavam o ente falecido ali exposto, que morremos para o mundo carnal, que temos noção de vida e morte, ao contrário dos animais, e que deixamos de existir apenas para o mundo humano (carnal), mas ficamos gravados nas memórias daqueles que nos amam e deixamos saudade para aqueles que não nos podem mais ver, falar ou tocar.
Considerando estas sábias palavras, tenho a dizer que talvez seja consolador pensar assim, mas a presença, aquela presença carinhosa e carnal é inevitável que nos faça tanta falta, ainda mais alguém que convivia junto ao povo diariamente e simplesmente pelo fato de ajudar ao próximo. Com certeza, essas pessoas fazem muita falta e com mais certeza ainda Dona Nadir fará muita falta e deixará em milhares de corações um enorme sentimento de saudade.
Infelizmente, mais uma vez escrevo para este jornal em homenagem a alguém querido falecido e em consolo a suas famílias, porém, escrevo com o orgulho de poder homenagear pessoas que foram boas e que independente de sua crença, raça ou condição social, fizeram muita diferença nesse mundo terreno.
Por fim, só tenho a dizer que Dona Nadir descanse em paz na graça de Deus, que sua família seja confortada e tenha força e que todos nós, amigos ou outros, nunca nos esqueçamos da mão que foi nos estendida quando mais precisamos e que rezemos em união para que Dona Nadir obtenha a paz merecida.
Gabriel Malmonge Salorno, empresário