A rede privada de computadores da Petrobras também foi alvo direto da espionagem realizada pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos), segundo reportagem exibida pelo "Fantástico" neste domingo (8).
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Ueslei Marcelino / Reuters |
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Dilma disse que só manterá a visita aos EUA se a Casa Branca criar 'as condições políticas' para que ela viaje |
De acordo com documentos secretos obtidos pelo jornalista americano Glenn Greenwald com o ex-técnico da NSA Edward Snowden, um treinamento interno para funcionários da agência sobre como espionar "redes privadas de computadores" citou a Petrobras como um dos "muitos alvos" que "usam redes privadas" . Outros alvos citados foram a diplomacia francesa e o Google.
Segundo o "Fantástico", o nome da petroleira brasileira aparece em vários momentos nos documentos, mas não há dados sobre que tipo de informação a NSA estava buscando. A apresentação exibida é de maio de 2012.
Ao programa da Rede Globo, a NSA disse, em nota, que não usa a "capacidade de espionagem internacional para roubar segredos comerciais de empresas estrangeiras para dar vantagens competitivas a empresas americanas".
No domingo passado, baseado no mesmo material, o "Fantástico" exibiu documentos da NSA que mostravam que a agência monitorou conversas da presidente Dilma Rousseff e seus assessores, assim como dos assessores entre eles e com terceiros. Também Enrique Peña Nieto, atual presidente mexicano (então líder na campanha presidencial), foi espionado.
Na sexta-feira, na Rússia, Dilma já havia descartado que a espionagem americana de que foi alvo se devesse a temas de segurança e combate ao terrorismo. Deve-se, disse a presidente, a "fatores geopolíticos, estratégicos, comerciais e econômicos".No dia anterior, a presidente havia tido um encontro com o presidente dos EUA, Barack Obama, para falar do tema, em meio à cúpula do G20.
Dilma Rousseff apontou o pré-sal como principal alvo de interesse dos EUA durante reunião com ministros na semana passada sobre a espionagem da NSA. Integrantes do governo lembraram que todas as empresas petrolíferas norte-americanas já sinalizaram a autoridades brasileiras que participarão do leilão do campo de Libra, avaliado em US$ 15 bilhões e previsto para a mesma semana em que a presidente deve ir a Washington, em outubro.
Também na sexta, Dilma disse que só manterá a visita aos EUA no mês que vem se a Casa Branca criar "as condições políticas" para que ela viaje. Mas ela não quis especular sobre quais seriam as informações americanas que criariam tais condições.