09 de julho de 2026
Geral

Confirmado novo caso de leishmaniose em Bauru


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A Secretaria Municipal de Saúde de Bauru, através do Departamento de Saúde Coletiva, confirmou um novo caso de leishmaniose visceral americana (LVA), em Bauru. Trata-se de um menino de 1 ano, morador do Jardim Fonte do Castelo, tratado no Hospital Estadual de Bauru.

Em 2013, a cidade totalizou até o momento, 16 casos de LVA, com uma morte. Em 2012, foram 35 casos da doença e três mortes, sendo dois com sintomas em 2011 e um com início dos sintomas em 2012.

A doença

Os principais sintomas da leishmaniose visceral do homem são febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarréia, sangramentos na boca e nos intestinos.

Na maioria dos casos, o período de incubação é de 2 a 4 meses, mas pode variar de 10 dias a 24 meses.

Em casos do aparecimento de alguns dos sintomas acima, deve-se procurar imediatamente a unidade básica de saúde mais próxima para o possível diagnóstico da doença e as demais providencias necessárias.

Transmissão

A leishmaniose visceral é uma doença transmitida pelo mosquito-palha ou birigui (lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário leishmania chagasi.

Não é contagiosa, nem se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado.

Na  área urbana, os cães são os principais animais hospedeiros e os sintomas no animal são bastante variáveis, sendo comum o aparecimento de lesões de pele acompanhadas de descamações e, eventualmente, úlceras, perda de peso, lesões oculares, atrofia muscular e, em alguns casos, o crescimento exagerado das unhas.

Em um estágio mais avançado, há o comprometimento do fígado, baço e rins, podendo levar o animal à morte. É, por lei, proibido tratar o animal, sendo obrigatória a eutanásia.

Prevenção

•         Eliminação diária das fezes acumuladas dos animais

•         Recolhimento de matéria orgânica em decomposição no solo

•         Evitar árvores frutíferas de grandes copas, que proporcionem sombra constante e que mantendo a umidade do solo o que facilita a decomposição da matéria orgânica depositada sob as mesmas, ou seja, manter as árvores devidamente podadas.

•         A Vigilância alerta também que é proibida a criação de animais tais como porcos e galinhas em área urbana, principalmente pela preferência do mosquito palha por estes locais.