11 de julho de 2026
Política

Líder do governo lidera movimento contra ?terceirização? do lixo de Bauru

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

A lentidão e a inércia do poder público municipal relativas às políticas de resíduos sólidos e supostas movimentações obscuras de assessores da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) levaram o líder do governo na Câmara Municipal, Renato Purini (PMDB), a bradar os dizeres: “A Emdurb é nossa! O aterro é nosso!”, durante a sessão legislativa de ontem.

Desde a semana passada, o vereador afirma que há pessoas “secando” o aterro municipal. Segundo ele, um assessor nomeado livremente na Emdurb tem convidado parlamentares a conhecer um aterro particular em Piratininga.

Ontem, completou: “Parece que há pressa de alguns em dar fim à vida útil do nosso aterro. Acho ruim e complicado o diálogo com outros, privados. Temos que visitar e cuidar do que é nosso. Não podem acender vela para a morte dele”, disse o peemedebista na tribuna.

Por conta disso, a Comissão de Obras – presidida por Purini – convidou a imprensa e todos os demais vereadores para uma visita ao aterro de Bauru. “É um dos mais bem operados do Estado. É importante conhecermos para discutir as soluções para o futuro”, pontuou.

Em ampla reportagem sobre o lixo, publicada no caderno JC nos Bairros do último domingo, no Jornal da Cidade, o presidente da Emdurb, Nico Mondelli, alegou que a vida útil do aterro municipal deve se encerrar em dois anos e meio.

Purini discordou na tribuna ao garantir que será possível terminar a segunda administração de Rodrigo Agostinho (PMDB) com o aterro em operação. “Temos muitos caminhos para evitar a iniciativa privada. Temos bons motivos também. Um deles é a saúde financeira da Emdurb”.


O futuro

O vereador do PMDB lembrou que, de acordo com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), apenas rejeitos poderão ser aterrados a partir de 2014, o que reduziria drasticamente o volume de materiais destinados ao aterro sanitário municipal.

Neste sentido, Paulo Eduardo de Souza (PSB) contribuiu, pontuando que a discussão ideal envolveria uma usina de lixo para a cidade, em vez de alternativas consideradas arcaicas.

Acontece que o Plano Municipal de Resíduos Sólidos ainda não existe. O prazo para sua apresentação terminou em agosto de 2012. O projeto foi conduzido inicialmente para a Emdurb. Posteriormente, o prefeito decidiu que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) contrataria a elaboração do projeto, o que não ocorreu até hoje.

O vereador Lima Júnior (PSDB) acrescentou ser necessária a participação de outros órgãos para a discussão do assunto, como a Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Cetesb).