A Casa Branca afirmou ontem que vai trabalhar com o Brasil para lidar com as preocupações causadas pelo vazamento de informações de que os EUA espionaram a presidente Dilma Rousseff e invadiram as redes de computadores da Petrobras.
Susan Rice, conselheira de segurança nacional do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reuniu com o chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, para discutir os questionamentos do Brasil sobre os documentos vazados pelo ex-prestador de serviços da Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden.
Segundo a porta-voz, Rice expressou a Figueiredo que os EUA entendem que algumas reportagens recentes “distorceram nossas atividades”, mas que algumas delas levantam “questões legítimas para nossos amigos e aliados sobre como essas atividades são aplicadas”.
Figueiredo permanecerá em Washington para continuar as conversações com o governo norte-americano sobre o tema hoje.
Dilma defende Cabral
Alvo de vaias ontem em dois eventos dos quais participou ao lado da presidente Dilma Rousseff, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), contra-atacou no microfone e foi defendido pela aliada. Os dois chegaram a pedir “educação” aos que dirigiam apupos ao peemedebista. Em São Gonçalo, Cabral recebeu sonora vaia, abafada por alguns aplausos, quando foi chamado a discursar. Ele participava de evento no qual Dilma anunciou investimento de R$ 2,57 bilhões na construção da linha 3 do metrô, que ligará a cidade a Niterói.
Irritado, Cabral responsabilizou o prefeito da cidade Neilton Mulim (PR), aliado de Anthony Garotinho (PR), rival político do governador. “Mulim, esse seu pessoal podia aplaudir sempre, né?”, disse Cabral ao microfone, após o prefeito ser aplaudido.
O governador voltou a ser alvo de vaias à tarde, no estaleiro Inhaúma, arrendado pela Petrobras.