11 de julho de 2026
Nacional

PMs são condenados pela morte do menino Juan no Rio

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Quatro policiais militares foram condenados na madrugada desta sexta-feira pelas mortes do menino Juan Moraes, 11, e do adolescente Igor Souza Afonso, 17, durante uma operação policial na favela Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, de acordo com a rádio CBN Rio. O crime ocorreu em junho de 2011 e resultou também em outras duas pessoas feridas a tiros.

Reprodução

 PMs são condenados pela morte do menino Juan no Rio

Cada um dos réus recebeu uma pena diferenciada. O policial Edilberto Barros do Nascimento foi condenado a 66 anos de prisão. Os réus Isaias Souza do Carmo e Rubens da Silva foram condenados a 36 anos de prisão. A menor pena foi para Ubirani Soares, que pegou 32 de prisão.

Os quatro policiais militares acusados do crime afirmaram, em sua defesa, que as vítimas morreram atingidas por traficantes durante troca de tiros com a PM. Afonso foi encontrado com uma arma nas mãos, mas segundo Barbosa, provas testemunhais afirmam que não houve tiroteio e periciais não encontraram indícios de reação de Afonso.

Além de Barbosa, ouvido como testemunha de acusação, foi ouvido o delegado Cláudio Nascimento, responsável pelas primeiras investigações do caso. Nascimento disse não acreditar que o corpo de Juan tenha sido ocultado por traficantes, já que os policiais militares não teriam deixado o local do suposto confronto.

Também prestaram depoimento o perito que examinou a ossada do corpo de Juan e uma moradora da favela Danon.

Os policiais também são acusados de duas tentativas de homicídio doloso, também duplamente qualificado, contra Wesley Felipe Moares da Silva, irmão de Juan, e Wanderson dos Santos de Assis. Os dois prestaram depoimento e disseram que os PMs atiraram contra eles.

Os crimes

Os crimes aconteceram em junho de 2011, durante uma operação do 20º Batalhão da Polícia Militar na favela Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, para ocupar a comunidade, foco de tráfico de drogas. O menino Juan, na época com 11 anos, era morador da comunidade e foi baleado em um beco da favela.

Segundo denúncia do Ministério Público, os policiais teriam tentado assassinar as vítimas, por pensar que eram traficantes de drogas. O corpo de menino Juan chegou a ser retirado do local do crime e colocado em outro lugar, de forma a ocultar o assassinato.