09 de julho de 2026
Nacional

Mortalidade infantil diminui 77% no Brasil entre 1990 e 2012

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

A taxa de mortalidade infantil no Brasil, que compreende crianças menores de 5 anos, caiu 77% entre 1990 e 2012. Mesmo assim, no período, foram 216 milhões de mortes registradas. Nos últimos três anos, essa redução foi de 9%.

O número caiu de 18,6 mortes a cada 1.000 crianças nascidas vivas em 2010, para 16,9 óbitos por 1.000 nascidos vivos em 2012.  Os dados, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Ministério da Saúde, foram divulgados ontem (veja quadro).

De acordo com o relatório, essa evolução foi uma das mais significativas registradas pelo levantamento, feito em 196 países. Neste ranking, o Brasil é o sétimo com melhor resultado no trabalho de reduzir os índices de mortalidade. Fica atrás das Maldivas, em primeiro lugar; da Estônia, em segundo; Arábia Saudita, em terceiro; Turquia, em quarto; Macedônia, em quinto e do Peru, em sexto.

Já entre crianças menores de um ano, a taxa de mortalidade caiu 75%, de 1990 a 2012. No mesmo período a mortalidade neonatal caiu 68%.


Risco

Ainda de acordo com o Unicef, 35 milhões de crianças no mundo correm risco de vida se a meta de redução da mortalidade, estabelecida pelo Objetivo de Desenvolvimento do Milênio, da Organização das Nações Unidas (ONU), não for atendida. Esse número de óbitos, segundo o Fundo, pode ocorrer entre 2015 e 2018, caso não sejam adotadas ações imediatas para conter a mortalidade na infância.

O Ministério da Saúde destaca que o Brasil já atingiu a meta e superou, pelos dados da ONU, em 33% esses objetivos previstos nas metas de desenvolvimento.

De 1990 a 2012, o maior percentual de queda na mortalidade infantil no país foi obtido no Nordeste, 77,5%, passando de 87,3 mortes por mil nascidos vivos para 19,6 a cada mil nascidos vivos.

Nesse levantamento, também destaque para Alagoas, queda de 83%; Ceará, 82%, Paraíba, 81%, Pernambuco, 80,9% e Rio Grande do Norte, 79,3%.