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Investigação de homicídio, técnicas de interrogatório, análise de crimes, detector de mentiras e preservação de evidências. Tudo o que envolve um bom filme policial foi tema de um intercâmbio entre o FBI, a Polícia Federal dos EUA (Federal Bureau of Investigation) e a Polícia Civil do Estado de São Paulo.
curso foi realizado entre os dias 26 e 29 de agosto na Capital e teve a participação do delegado de Bauru Kleber Granja, além de outros 39 agentes da Polícia Civil.
“Foi um dos melhores cursos que um delegado de polícia pode participar. Um verdadeiro prêmio de conhecimento”, pontua Granja, delegado da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru e coordenador da equipe local de investigação de homicídios.
O intercâmbio policial foi uma troca de informações de como cada departamento de investigação de crimes, do Brasil e dos EUA, trabalha diante de um homicídio.
“Os agentes federais não vieram só na condição de professores, mas sim com o objetivo de dividir o método de investigação norte-americano e conhecer um pouco do que fazemos aqui no Brasil. Humildemente eu posso afirmar que boa parte do que eles fazem por lá, no que diz respeito à apuração das evidências, nós já fazemos por aqui (Bauru) também”, complementa.
Investigação
“Eles trabalham com um arquivo de banco de dados muito abrangente, que comporta amostras de sangue, sêmen, digitais, amostras de DNA, células, cabelo, fotos, filmagens e vários outros detalhes”, contou Kleber Granja, que trouxe mais experiência para solucionar crimes em Bauru. O delegado reconhece ainda que no Brasil é preciso investir mais na preservação do local do crime.
Um dos assuntos mencionados por Kleber Granja aos agentes do FBI foi o caso do homicídio da jovem Aline Cristina de Oliveira Moreira, de 25 anos, que foi assassinada no dia 3 de julho deste ano. Na época, ela foi encontrada morta em um córrego no Núcleo Beija-Flor. Além de homicídio, a polícia apura a tentativa de um estupro.
“Neste episódio conseguimos preservar a cena do crime e a investigação teve início com base no rastro de pegadas de tênis deixado pelo suposto autor, pelo sistema de imagens do circuito de segurança de uma loja que fica próxima ao local do crime e pelo celular da vítima que foi rastreado e encontrado com o acusado”, relata.
Após 17 dias de investigação, Edilson Sebastião Horácio, de 26 anos, foi preso na residência de seu avô, localizada no Núcleo Beija-Flor. Ele não confessou o crime e alegou que falará somente em Juízo.
FBI x Polícia Civil
Na Polícia Civil desde 1991 e delegado desde 1998, Kleber Granja contou que a principal diferença das duas polícias é que no FBI existem particularidades que são investigadas de forma específica por um escritório competente, que tem sua jurisdição e é especialista por determinado crime.
“Se for investigar um crime ligado a terrorismo, é um escritório, se for homicídio, é outro, se for sobre ataques entre gangues é outro setor e assim por diante”, explica.
Para Kleber Granja, outra diferença entre as polícias é que “aqui a investigação é feita por área territorial. A tecnologia de coleta e administração de dados deles é superior, mas há exceções. Nos EUA não existe patrulhamento como aqui no Brasil, já que lá não existe Polícia Militar”, compara.
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Divulgação |
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Arlen Scholl (FBI), Kleber Granja, Stacey Smiedala (FBI) e Kelly Kenser (FBI) |