08 de julho de 2026
Nacional

Gushiken é enterrado em São Paulo

Por Agência Brasil | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

O corpo do ex-ministro Luiz Gushiken foi enterrado, no fim da tarde de ontem, no Cemitério do Redentor, na zona oeste da Capital paulista. Ele tinha 63 anos e morreu na noite de anteontem no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ex-ministro da Secretaria de Comunicação de Governo (Secom) no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gushiken fazia tratamento contra câncer de estômago desde 2002. Um dos fundadores do PT, o ex-ministro foi três vezes deputado federal por São Paulo.


A presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer, assim como o ex-presidente Lula, participaram do velório de Gushiken. Dilma chegou ao cemitério por volta das 15h30 e passou cerca de uma hora no velório. Saiu sem falar com a imprensa.


Lula, que saiu do cemitério às 17h, também não conversou com os jornalistas. Anteontem, em nota assinada junto com a mulher, Marisa Letícia, o ex-presidente destacou a trajetória de Gushiken, dizendo que ele foi “um militante político brilhante, um conselheiro, um companheiro e um grande amigo”. Para Lula, o ex-ministro foi “um homem íntegro, que dedicou sua vida à construção de um Brasil mais justo e solidário”.

 

PT faz homenagem a Gushiken; Lula manda recado à direção petista

O PT homenageou ontem o ex-ministro Luiz Gushiken, morto anteontem aos 63 anos, durante encontro do partido no centro de São Paulo. O evento, parte da agenda de lançamento da candidatura do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao governo paulista, duraria o dia todo, mas foi encurtado.


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que chegou a ficar em dúvida se o ato deveria ser realizado e contou ter se arrependido da visita que fez a Gushiken na quinta-feira, no hospital Sírio-Libanês, onde ele fazia tratamento contra um câncer.


“Não era mais o ser humano que eu tinha conhecido. Era um cadáver em cima de uma cama à espera do descanso”, declarou Lula. “Um guerreiro como ele não merecia ter sofrido com esse tratamento.”


O petista lembrou que Gushiken já havia tido um câncer em 2002, e que o chamou para coordenar sua campanha à Presidência para mantê-lo vivo e ocupado.


Eleito, Lula queria nomeá-lo para o Ministério da Previdência, mas Gushiken, segundo o ex-presidente, recusou porque tinha um sócio que já havia atuado na área em uma administração anterior. Acabou assumindo a Secretaria de Comunicação.

 

Críticas à imprensa

Lula aproveitou o ato para criticar a imprensa pela inclusão de Gushiken no escândalo do mensalão, que o levou a deixar o Planalto e a política em 2006.


O ex-ministro foi inocentado no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal.


“Ele foi uma das vítimas das mentiras de parte da imprensa desse País. Sei o quanto sofreu com as infâmias que levantaram contra ele. A imprensa que o acusou deveria publicar manchete pedindo desculpas ao Gushiken.”


O ex-presidente invocou a memória de Gushiken para mandar recados à direção do PT. Disse ter ouvido dele, em um dos últimos encontros, que “é preciso recuperar o nosso partido”. “O PT não pode ser partido apenas eleitoral. Ele foi feito para organizar a luta dos trabalhadores 24 horas por dia”, disse.