Passados mais de 200 anos da prematura decapitação de Antoine Lavoisier, sua frase mais famosa, "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", continua mais viva do que nunca. Lixo é tudo aquilo que já não tem utilidade e é jogado fora (conceito). Lixo não se cria, ele é o resultado da transformação do nosso consumo. É um caminho sem volta. Sempre produzimos e continuaremos produzindo "lixo". Mas isso não quer dizer que aquilo que já não tem utilidade e é jogado fora não serve para nada.
Inúmeras iniciativas visando o reaproveitamento do lixo estão sendo disseminadas por todo o Brasil e pelo mundo. A globalização nos permite pesquisar através da Internet, a um custo relativamente baixo, e assim tomar contato com técnicas modernas e acessíveis de reciclagem de materiais orgânicos e inorgânicos.
A aplicação do chamado Benchmarking, método utilizado pelas empresas para melhorar a sua gestão, mediante a realização contínua e sistemática de levantamentos, comparações e análises de práticas, processos, produtos e serviços prestados por outras empresas, normalmente reconhecidas como representantes das melhores práticas, tem se tornado comum nos últimos tempos, mas parece não se aplicar à Emdurb. Infelizmente o lixo, assim como a miséria, o saneamento básico, moradia, emprego e tantos outros temas polêmicos são tratados nos bastidores políticos como itens de barganha de votos.
Os discursos às vésperas das eleições se repetem há centenas de anos e elegem nossos políticos que prometem muito e cumprem pouco. Os projetos aprovados e implementados, geralmente, são aqueles que poderão ser usados exclusivamente por seus idealizadores como currículo para novas eleições, não deixando legados aos sucessores. Isso faz com que, durante seus mandatos, não sejam iniciadas obras que demandarão um tempo maior que a duração de seus pleitos, mesmo sendo obras que geram ganhos reais para nossa população.
Diz o ditado popular, "tempo é dinheiro", sendo verdade então nossos políticos estão ganhando muito tempo ($) empurrando com a barriga as obras de que a cidade necessita. Se queremos uma Bauru moderna e digna precisamos aprender a cobrar dos nossos governantes uma melhor atuação.
Wagner Maia de Oliveira