08 de julho de 2026
Internacional

Forças de Assad retomam ataques

Por Folhapress | Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Foram registrados bombardeios em redutos rebeldes da Capital síria, Damasco, ontem - um dia após EUA e Rússia terem firmado um acordo para destruir as armas químicas do ditador Bashar al-Assad.


Ataques aéreos, bombardeios e ataques de infantaria contra subúrbios indicam que Assad pode estar retomando a guerra contra os rebeldes, após um recuo depois do ataque químico de 21 de agosto, que provocou a ameaça de uma ação militar dos EUA. As informações são da agência de notícias Reuters.


No noroeste da Síria, também houve um atentado que matou três pessoas, incluindo um jornalista que trabalhava para uma revista do governo, informou a agência oficial Sana.


Segundo a agência, Fakhreddin Hassan, repórter de uma revista juvenil, e mais duas pessoas que estavam num ônibus morreram vítimas da explosão de uma carga numa estrada de Idleb. O ataque também deixou nove feridos e provocou danos materiais.


Paralelamente aos ataques, o acordo entre EUA e Rússia foi recebido com comemoração por parte de Damasco. O ministro sírio da Reconciliação, Ali Haidar, declarou que o acordo “permitiu evitar a guerra”.


A China também recebeu favoravelmente o acordo. Há mais de dois anos, a China, junto à Rússia, vem usando seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU para se opor às iniciativas de pressão de EUA, França e Grã-Bretanha ao regime de Assad.

 

Lição para conversas com Irã

O presidente dos EUA, Barack Obama, revelou em entrevista à rede de TV ABC que trocou cartas com o novo presidente do Irã, Hassan Rouhani, e disse que a diplomacia no caso da Síria, apoiada pela ameaça militar, é um potencial modelo para as negociações em torno das ambições nucleares de Teerã.


Na entrevista, Obama não revelou detalhes sobre a troca de cartas, mas deixou claro que as preocupações dos Estados Unidos com as ambições nucleares do Irã, são uma questão muito maior, para os EUA, do que as armas químicas na Síria.