09 de julho de 2026
Internacional

Suspeito de tiroteio serviu em reserva da Marinha dos EUA; mortos chegam a 13

Por Folhapress | Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Um tiroteio numa base naval em Washington nesta segunda-feira deixou 13 pessoas mortas, incluindo um atirador, disse o prefeito de Washington, Vincent Gray.

"Existe provavelmente uma dúzia ou mais de feridos", disse ele em entrevista coletiva transmitida pela TV.

Agência Brasil

Ao menos dez pessoas foram atingidas pelos disparos

Uma autoridade da Marinha disse à Reuters que Aaron Alexis, o atirador de 34 anos suspeito de estar por trás do tiroteio desta segunda-feira, serviu em tempo integral na reserva da Marinha dos Estados Unidos de maio de 2007 a janeiro de 2011.

Ainda não estava claro se Alexis trabalhava em uma capacidade civil na base naval no momento do incidente, disse a autoridade.

Pelo menos 12 pessoas morreram e várias ficaram feridas no ataque a tiros realizado  nesta segunda-feira (16) em um quartel-general da Marinha, em Washington.

Não estão claras as circunstâncias em que um dos atiradores foi morto.

Os outros dois continuam foragidos, e a polícia mantém o cerco a eles.

Conforme a chefe de polícia Cathy Lanier, um deles é branco e usa um uniforme militar cáqui e o outro é negro, tem aproximadamente 50 anos, e usa um uniforme militar verde oliva.

Durante a busca, além dos prédios militares, a polícia ainda manteve isoladas dez escolas. O aeroporto Ronald Reagan, que fica ao lado do rio Anacostia, em frente à base atacada, ficou fechado por uma hora e meia, provocando atrasos em voos.

Em uma entrevista à imprensa, o prefeito Vincent Gray disse que, ao menos por enquanto, "não há nenhuma razão para pensar que o tiroteio foi um ataque terrorista".

Repercussão

Em entrevista sobre a recuperação econômica do país, o presidente Barack Obama chamou o ataque de "ato covarde" e prestou condolências às famílias das vítimas.

"Nós vamos honrar o serviço prestado por esses funcionários, que ajudaram a nos tornarmos grandes.

Obviamente vamos investigar profundamente o que aconteceu, assim como nós temos muitos desses tiroteios que, infelizmente, voltam a acontecer."

O Pentágono confirmou que o presidente e o secretário da Defesa, Chuck Hagel, foram avisados e acompanham o desenrolar da perseguição aos autores do ataque.