A Secretaria Municipal de Saúde, através do Departamento de Saúde Coletiva, informa que o Instituto Adolfo Lutz confirmou, nesta quarta-feira (18), mais um caso de Leishmaniose Visceral Americana, em Bauru, referente a 2013.
Trata-se de ummenino de 5 anos, morador do Parque Jaraguá e que foi tratado no Hospital Estadual de Bauru.
Assim, em 2013, Bauru totaliza até o momento, 18 casos de LVA, com uma morte. Em 2012, foram totalizados 35 casos da doença e três mortes, sendo duas com sintomas iniciados em 2011 e uma com início dos sintomas em 2012.
A Secretaria Municipal de Saúde alerta para os cuidados a serem tomados que podem ajudar a prevenir a leishmaniose, principalmente nos próximos meses que apresentam clima mais quente e úmido, propício para proliferação do mosquito palha, transmissor da doença.
No caso de prevenção contra leishmaniose, é necessário evitar a proliferação do mosquito palha transmissor da doença, para tanto o Departamento de Saúde Coletiva recomenda os seguintes cuidados:
• Eliminação diária das fezes acumuladas dos animais
• Recolhimento de matéria orgânica em decomposição no solo
• Evitar árvores frutíferas de grandes copas, que proporcionem sombra constante e que mantendo a umidade do solo o que facilita a decomposição da matéria orgânica depositada sob as mesmas, ou seja, manter as árvores devidamente podadas.
• A Vigilância alerta também que é proibida a criação de animais tais como porcos e galinhas em área urbana, principalmente pela preferência do mosquito palha por estes locais.
A Doença
Os principais sintomas da leishmaniose visceral do homem são febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos. Na maioria dos casos, o período de incubação é de 2 a 4 meses, mas pode variar de 10 dias a 24 meses.
Em casos do aparecimento de alguns dos sintomas acima, deve-se procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência para o possível diagnóstico da doença e as demais providencias necessárias.
A leishmaniose visceral é uma doença transmitida pelo mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi. Não é contagiosa, nem se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado.
Na área urbana, os cães são os principais animais hospedeiros e os sintomas no animal são bastante variáveis, sendo comum o aparecimento de lesões de pele acompanhadas de descamações e, eventualmente, úlceras, perda de peso, lesões oculares, atrofia muscular e, em alguns casos, o crescimento exagerado das unhas. Em um estágio mais avançado, há o comprometimento do fígado, baço e rins, podendo levar o animal à morte. É, por lei, proibido tratar o animal, sendo obrigatória a eutanásia.