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Sem negociação, os bancários de todo o País prometem entrar em greve por tempo indeterminado a partir de hoje. Em Bauru, 72 agências de todos os bancos deverão ter seus serviços prejudicados. O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região projeta 40% de adesão o movimento.
A decisão foi tomada em assembleias realizadas no dia 12, que rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajustar os salários e demais verbas (PLR, vales etc.) em 6,1%. O índice corresponde à inflação acumulada dos últimos 12 meses.
“Os seis maiores bancos (Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Santander e HSBC) tiveram lucro de quase R$ 30 bilhões somente no primeiro semestre e, portanto, têm totais condições de atender às reivindicações da categoria”, destacou o sindicato em nota oficial.
A categoria reivindica reajuste salarial de 11,93%, piso salarial no valor de R$ 2.860,00, participação nos lucros ou resultados (PLR) de três salários-base mais uma parcela adicional fixa de R$ 5.553,15 e valorização dos vales refeição e alimentação (leia mais no quadro).
Em contrapartida, nas últimas negociações, a Federação Nacional dos Bancos apresentou ao Comando Nacional dos Bancários reajuste de 6,1% (reposição da inflação prevista) sobre os salários, os pisos, a PLR e demais verbas de caráter salarial.
Serviços
A diretora do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, Priscila Rodrigues, projeta 40% de adesão de um total de 2 mil bancários de Bauru.
“Desta vez a adesão já começará maior. Hoje (ontem) fizemos uma assembleia para organizar os últimos detalhes. Quem precisar usar os serviços bancários com certeza encontrará lentidão e outros até poderão ficar prejudicados como, por exemplo, os caixas eletrônicos, que são abastecidos e orientados pelos funcionários”.
O sindicato ainda não tem uma nova assembleia marcada com a Fenaban e espera que a federação se manifeste novamente depois da greve deflagrada. Para evitar transtornos, a orientação é que os usuários dos bancos otimizem o tempo e, se possível, façam as transações pela Internet, em alguns casos.
Como lidar com a situação
A paralisação não isenta o consumidor de pagar suas contas dentro do prazo estipulado pelo credor. Para evitar eventuais encargos, como multas e juros pelo não pagamento da dívida em dia, a primeira atitude é ligar para a agência na qual possui conta para saber se ela aderiu à greve. Caso tenha aderido, procure saber se outra agência está operando.
Na impossibilidade de utilizar uma agência bancária, a solução é procurar, o quanto antes, o credor e solicitar outra opção de local para efetuar o pagamento, como Internet, sede da empresa, casas lotéricas, código de barras para pagamento nos caixas eletrônicos e outros.
As contas de serviços públicos como água, luz e telefone não precisam necessariamente ser pagas nas agências bancárias. É possível quitá-las em casas lotéricas e em alguns supermercados.
Opção
De acordo com o Procon-SP, diante de um cenário de greve, as empresas são obrigadas a oferecer outro local de pagamento. Se o fornecedor se recusar a disponibilizar uma alternativa, o cliente deve documentar sua tentativa e registrar uma reclamação junto ao órgão.
Para quem tem conta de luz, água, telefone, gás em atraso, a orientação é fazer o pagamento normalmente pelos canais alternativos do banco (Internet, telefone, corresponde bancário). As próprias concessionárias de serviço público costumam inserir os juros e as multas na conta do mês seguinte.
No caso dos títulos de cobrança (condomínio, escola, academia, financiamentos), a orientação é pedir ao cedente do título um novo boleto já com os valores atualizados ou fazer o pagamento pelo Débito Direto Autorizado (DDA). O DDA é um serviço de apresentação eletrônica de boletos bancários, que permite ao cliente realizar o pagamento de boletos eletronicamente.