11 de julho de 2026
Cultura

Filha de bauruense, Livia Aranha ganha espaço no cinema americano

Por Luly Zonta | Divulgação
| Tempo de leitura: 2 min

“O que mais me atrai em cinema é a possibilidade de poder me expressar através de outros personagens, e a união de tantos talentos juntos - o diretor de arte, de fotografia, o engenheiro de som, a maquiadora. É um trabalho em conjunto que traz vida ao que o diretor e roteirista imaginam.”

É assim que a cineasta Lívia Aranha, 28 anos, define sua paixão pela sétima arte. Bauruense de coração, Lívia passou parte da infância e a adolescência por aqui, antes de fazer a primeira faculdade em Campinas e a segunda nos Estados Unidos, onde recentemente participou no Mississippi como assistente de direção e chefe de produção do set do film noir “Artists Die Best in Black”, do diretor Price Hall, um mistério que fala de vida, arte e morte, produzido por Billy Badaloto.

Fã de cinema e narrativas e com vontade de escrever desde criança, a cineasta brasileira formou-se em Cinema, no ano passado, pela The New School de Nova York e teve seu curta, “Christie”, selecionado para ser exibido no dia 22 de maio, coincidentemente seu aniversário, no NewFilmmakers - NY Film Festival. O filme também conta com a trilha assinada pela mãe, a pianista bauruense Marli Nunes.

“Fiz esse filme como tese de pós-graduação com o intuito de mandar para festivais e, agora que ele foi exibido, posso partir para o próximo roteiro: um longa metragem que por enquanto se chama “About time”. Tenho intenção de terminar a primeira versão do roteiro até o final de dezembro e, a partir de então, procurar por investimento”, comenta Lívia.

Mas nem tudo é tão hollywoodiano. Logo após se formar, ela voltou ao Brasil com esperança de que o mercado estivesse mais aberto do que realmente aparenta estar no momento. “Infelizmente, o que encontrei foi um mercado fechado, onde se paga muito pouco. Em cinco meses de procura, não fui chamada para nenhum filme”, ressalta. “Posso estar enganada, fiquei apenas cinco meses no Brasil, mas senti que o forte ainda são a TV e ao comerciais. Não tinha planos de voltar ao EUA tão cedo, mas fui chamada para trabalhar no filme. As oportunidades que tenho aqui são grandes, pois cinema é uma indústria grande e os investimentos são privados. Há muitas produções independentes no país todo.”

Lívia não trabalhou em Hollywood, mas já teve o prazer de assistir a filmagem de um longa em Bollywood e ficou impressionada com o estúdio - Film City, em Mumbai. Aliás, desde final de julho, a cineasta está na Índia trabalhando em comerciais e observando o mercado e a maneira de trabalhar dos indianos que, segundo ela, são super profissionais.

“Amo trabalhar em NY e adoro poder viajar para trabalhar. Meu plano atual é trabalhar na Índia por um tempo, antes de voltar de vez para NY. Recentemente, comecei a fazer grandes contatos em LA, então há sim possibilidades de ir trabalhar em Hollywood.”