09 de julho de 2026
Internacional

Ataque militar ainda é uma possibilidade, diz secretário-geral da Otan

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

A opção de realizar um ataque militar ou operação similar na Síria deve permanecer aberta como uma das maneiras de lidar com a crise no país, afirmou hoje (19) o secretário-geral da aliança militar Otan.

Anders Rasmussen saudou o acordo fechado entre EUA e Rússia para a eliminação das armas químicas sírias, mas disse que é essencial manter a possibilidade de um ataque militar para impulsionar o processo político-diplomático.

"Eu acho, independentemente do resultado das deliberações no Conselho de Segurança da ONU, que a opção militar ainda estará sobre a mesa", disse Rasmussen em evento organizado pelo centro de estudos Carnegie Europe.

O esboço de uma proposta de resolução do Conselho de Segurança sobre as armas químicas sírias que está sendo debatido em Nova York deixa aberta a possibilidade do uso da força se a Síria não cooperar. No entanto, a Rússia, que é um dos principais aliados do regime do ditador sírio Bashar al-Assad, deve se opor a esse dispositivo.

Rasmussen disse ter certeza que o governo sírio foi responsável pelo ataque com gás sarin em 21 de agosto em um subúrbio de Damasco, que, segundo os EUA, matou mais de 1.400 pessoas. Ele rejeitou as alegações do governo sírio e da Rússia de que os rebeldes que desde 2011 tentam tirar Assad do poder seriam os responsáveis pela ação.

"Os mísseis foram lançados de áreas controladas pelo governo", afirmou.

Fronteira

A Turquia fechou um de seus portões na fronteira com a Síria após um grupo rebelde ligado à Al-Qaeda ter entrado em confronto com unidades do Exército Sírio Livre, de oposição ao regime do ditador sírio Bashar al-Assad e que conta com o apoio de países ocidentais e árabes.

O embate ocorreu na cidade síria de Azaz, perto da fronteira turca, informou uma autoridade de Ancara hoje.

Apesar de a Turquia afirmar que mantém uma política de portas abertas, permitindo a livre entrada de refugiados sírios em seu território, Ancara fecha de tempos em tempos as passagens de fronteiro devido a conflitos nas proximidades.

Em guerra civil contra as forças de Assad desde 2011, a oposição síria é formada por diversos grupos, inclusive alguns que os EUA classificam como terroristas devido aos seus laços com a Al-Qaeda.