É de uma maneira muito divertida que alunos do 3º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Profª Mercedes Paz Bueno, em Bauru, aprendem as lições da sala de aula.
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Malavolta Jr. |
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Estudantes escavam para retirar ossos de animais, cerâmica e pedras em escola |
Com as mãos na terra e os joelhos no chão, as crianças de 8 e 9 anos se divertem enquanto buscam artigos ligados à história índígena no solo do parquinho da escola, como pedaços de cerâmica, rochas que eram usadas como ferramentas, além da arcada óssea de um animal.
O Projeto Brasil Indígena visa o aprendizado dos alunos sobre a história dos índios no Brasil. “O objetivo é mostrar aos alunos o período do antes e depois da ocupação dos europeus para que eles tenham a compreensão da existência dos indígenas e suas contribuições históricas”, explica o professor de história e antropologia, Márcio Oliveira de Castro Coelho.
Para que as crianças se insiram no universo histórico, os professores passam o conteúdo teórico em sala de aula para que, depois, as crianças apliquem seus conhecimentos na prática exercendo as atividades do projeto.
“Está sendo muito bacana porque o que antes era uma matéria agora engloba uma interdisciplinaridade, ou seja, professores de ciências, educação física, português, enfim, todos estão participando. Além, é claro, de reparamos que isto está trazendo aos alunos mais motivação e compreensão nos estudos”, enfatiza o professor.
No local da escavação, batizado de Sítio Arqueológico “Oca Porã”, que no tupi guarani significa “casa bonita”, é que as 35 crianças disputam as pás e pincéis para começar o trabalho.
“As crianças estão muito empolgadas com essas atividades. Elas brincam ao mesmo tempo em que fortalecem o conhecimento que foi passado em sala de aula”, conta a diretora da escola, Carla Croce.
O aluno Caio Gomes Rosa, 9 anos, conta que gostou de escavar a terra e encontrar os fósseis. “Gostei de fazer tudo. Mas o que mais gostei foi ver como os índios quebravam o coco e como faziam as flechas”, diz.
“Não vou me esquecer desta atividade que fizemos. Agora eu quero ser arqueóloga, não para ganhar dinheiro, mas pela pesquisa”, decide a aluna Izabele da Silva, 8 anos, após participar da atividade.
O projeto, que começou no início do mês, já teve como atividade uma oficina de pintura rupestre e terá, ao longo do mês de outubro, uma visita aos índios de hoje, exibição de vídeos sobre o tema, aprendizagem sobre as diferenças linguísticas, uma viagem a Tupã para visitar o Museu Índia Vanuíre e, para encerrar, uma apresentação de danças indígenas.
Além disso, a escola participará do 1º Encontro Brasil Indígena, que será realizado em Araraquara entre os dias 24 e 26 de setembro. “Lá encontraremos escolas de todo o País que estão desenvolvendo outros projetos dentro desta temática. Será uma troca de experiência válida para trazermos aos alunos”, finaliza Márcio.