11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bovespa cai mais de 1%; dólar fecha em alta após queda de quase 3% na véspera


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Passada a euforia diante da decisão do Federal Reserve de manter os estímulos monetários à economia dos Estados Unidos, o que levou a Bolsa ao melhor nível desde maio na última quarta-feira, dia 18, o pregão de ontem, dia 19, teve como fio condutor o movimento de ajuste em relação à véspera, em linha com o comportamento das bolsas em Nova York. Entre as ações que compõem o Ibovespa, as perdas foram generalizadas, mas a alta da Petrobras ajudou a conter a trajetória de queda do índice à vista, que conseguiu se manter no nível dos 55 mil pontos.


O Ibovespa encerrou o pregão de ontem em queda de 1,09%, aos 55.096 pontos, próximo da mínima do dia, quando marcou 54.966 pontos (-1,32%). Na máxima, chegou a avançar 0,35%, aos 55.900 pontos. O volume financeiro somou R$ 7,811 bilhões. No mês de setembro, a Bolsa acumula ganho de 10,17%, mas no ano contabiliza desvalorização de 9,61%.


“É natural que tenhamos ontem um típico dia de realização após a surpreendente manutenção (do programa de estímulos) do Fed ontem, mas o importante é que o nível dos 55 mil pontos foi mantido, não estamos vendo romper esse nível com muita facilidade”, destacou o analista da Leme Investimentos João Pedro Brugger. Dos 73 papéis que compõem a carteira teórica do Ibovespa, 23 terminaram no azul.


Entre as blue chips, as ações da Petrobras salvaram o Ibovespa de uma queda mais forte, ao subirem 0,56% e 1,38% as ON e as PN, respectivamente. Na contramão, Vale ON e PNA recuaram 0,41% e 1,21%, nesta ordem.


OGX ON mais uma vez liderou os destaques de queda do Ibovespa, com desvalorização de 9,09%. Em seguida, aparecem MRV ON (-4,97%), MMX ON (4,40%), Fibria ON (-3,69%) e Suzano PNA (-3,52%).


Já as principais altas do índice foram Oi PN (+4,13%), Br Properties ON (+2,59%), Oi ON (+2,79%) e Ultrapar ON (+1,46%), seguida por Petrobras PN.


Em Wall Street, o índice Dow Jones recuou 0,26%, o S&P 500 registrou queda de 0,18% e o Nasdaq subiu 0,15%.


JUROS


CDB prefixado/30 dias: 8,92%

CDI: 8,72% ao ano


Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 (217.790 contratos) marcava 9,23%, igual ao ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (462.875 contratos) indicava taxa de 10,12%, de 10,11% anteontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (297.885 contratos) apontava 11,17%, de 11,15% na véspera.


OURO


Ouro/grama: R$ 97,00

Variação: alta de 1,04%


Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM &F), o ouro foi cotado a R$ 97,00, com alta de 1,04%. Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,365,53 e fechou em alta de 0,08%. Um onça-troy equivale a 31,1035 gramas.


DÓLAR


Comercial: R$ 2,2015

Variação: alta de 0,33%


O dólar comercial encerrou o dia de ontem negociado a R$ 2,200 para compra e a R$ 2,2015 para venda, com alta de 0,33%. O dólar turismo encerrou o dia cotado a R$ 2,223 na compra e a R$ 2,333 na venda, com alta de 0,26%. O dólar paralelo foi negociado a R$ 2,290 na compra e a R$ 2,400 na venda, com queda de 0,83%.