Com certa timidez, entra no palco. Olha para o horizonte por um momento. Suspiro. Encara a plateia. Abre um sorriso. Tira a cartola e faz uma reverência. Show. Três bolas no ar do malabarismo da vida. Uma cai e parte a aura de sonho. Não há aplausos. O menino de rua recolhe os limões e deixa os carros cruzarem o semáforo.
Lydia Rodrigues - estudante de jornalismo da Unesp