08 de julho de 2026
Geral

Greve dos bancários atinge 80% das agências da cidade


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A greve dos bancários entrou ontem no seu segundo dia com um aumento de adesão. Segundo o sindicato da categoria, 80% das agências fecharam e não ofereceram atendimento na boca do caixa.

Das 50 agências bancárias existentes em Bauru, apenas algumas abriram normalmente. O único serviço que ainda está disponível, mesmo com a greve, é o autoatendimento nos caixas eletrônicos que, segundo o diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, Carlos Alberto Castilho, deve continuar.

“Não queremos que a população se prejudique com a greve. Pelo contrário, o que estamos buscando é a melhoria de um todo, uma justiça social”, enfatiza.

Ainda segundo Carlos, nenhuma agência da Caixa Econômica Federal nem do Banco do Brasil abriu ontem, e os outros bancos que não fecharam durante os dois dias de greve deverão fechar na próxima segunda-feira, dia 23. “A tendência é que a greve cresça e nós ganhemos um número ainda maior de agências paralisadas”, explica.

Reclamações

As pessoas que foram aos bancos e não encontraram soluções para seus problemas reclamavam da greve.

“Os bancários só querem melhorar a situação deles e quem se prejudica com isso é a população. Vou ter que ir a outra cidade para realizar uma operação com o meu comprador por causa desta greve”, diz um cliente da Caixa Econômica Federal que preferiu não se identificar.

Já o atendente David Pereira Rocha, 29 anos, diz que não sente a diferença. “Com greve ou sem greve eu sempre uso mais o caixa eletrônico de autoatendimento, então não me sinto tão prejudicado como alguns”, conta.

A Federação Nacional de Bancos (Fenaban) enviou proposta de reajuste salarial e demais verbas (PLR e vales) em 6,1%, no último dia 12, que foi rejeitada. Dentre algumas reinvindicações os grevistas reivindicam 22% de reajuste salarial, mais empregos, fim das metas e estabilidade no emprego. Até o final da noite de ontem, nova proposta não havia sido apresentada (leia mais na página 21).

“A greve será por tempo indeterminado. Estamos esperando governo e banqueiros nos enviarem uma proposta para analisarmos”, finaliza o diretor.


Como lidar

A paralisação não isenta o consumidor de pagar suas contas dentro do prazo estipulado pelo credor. Para evitar eventuais encargos, como multas e juros pelo não pagamento da dívida em dia, a primeira atitude é ligar para a agência na qual possui conta para saber se ela aderiu à greve. Caso tenha aderido, procure saber se outra agência está operando.

Na impossibilidade de utilizar uma agência bancária, a solução é procurar, o quanto antes, o credor e solicitar outra opção de local para efetuar o pagamento, como Internet, sede da empresa, casas lotéricas, código de barras para pagamento nos caixas eletrônicos e outros.

As contas de serviços públicos como água, luz e telefone não precisam necessariamente ser pagas nas agências bancárias. É possível quitá-las em casas lotéricas e em alguns supermercados.