08 de julho de 2026
Esportes

Esbanjando confiança


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Ainda faltavam quase dois minutos para o final do treino que definiu o grid de largada para o GP de Cingapura de F-1, que acontece hoje, às 9h, quando Sebastian Vettel tirou calmamente suas luvas, o capacete e a balaclava.  Com seu nome no primeiro lugar da folha de tempos, o piloto da Red Bull deixou os rivais irem à pista para tentar melhorar suas marcas e tirar aquela que seria sua segunda pole position seguida.

Primeiro foi Nico Rosberg que chegou perto. Ficou com a segunda colocação. Depois veio Mark Webber. Ficou em quarto lugar. Lewis Hamilton. Quinta colocação. E, por fim, Romain Grosjean. Mas o piloto da Lotus conseguiu apenas o terceiro posto no grid da 13ª etapa do Mundial. “Depois que fiz minha volta achamos que o tempo seria suficiente para conseguir a pole e, no fim foi, mas tenho que confessar que foi mais apertado do que imaginávamos”, disse Vettel, que acompanhou pela TV, roendo as unhas, o desempenho de seus adversários ontem.

Melhor ainda para o alemão, que largará em primeiro pela 41ª vez em sua carreira na F-1, seu maior concorrente na disputa pelo título deste ano, Fernando Alonso, sairá apenas em sétimo lugar. “Primeiro temos que pensar em nós antes de nos preocuparmos em que posição o Fernando largará. A Ferrari sofre em classificações, mas em corridas o ritmo é muito melhor e o Fernando foi ao pódio nas últimas provas”, tentou minimizar Vettel, que já tem sua estratégia pronta.

 

Massa

Após largar na frente do companheiro na Itália, Felipe Massa repetiu o desempenho ontem em Cingapura e sairá em sexto - Alonso é o sétimo. “Vou dar o máximo nestas sete corridas na Ferrari para acabar bem minha história aqui”, disse Massa, que tem contra o espanhol o pior desempenho dentre os parceiros com os quais já correu na equipe.

 

Raikkonen pode não correr hoje

O finlandês Kimi Raikkonen está determinado a participar neste domingo do GP de Cingapura, apesar da própria equipe Lotus expressar dúvidas sobre a situação do seu piloto, que sofre com uma lesão nas costas, o que afetou o seu desempenho nos treinos livres e na sessão de classificação no circuito de Marina Bay. Por isso, a Lotus deixou o piloto reserva Davide Valsecchi de sobreaviso.

No entanto, Raikkonen participou normalmente das atividades em Cingapura, com o auxílio de alguns analgésicos. O finlandês foi claramente afetado pelas dores, tanto se classificou apenas em 13.º lugar no treino de classificação, enquanto o francês Romain Grosjean, seu companheiro na Lotus, garantiu a terceira colocação no grid de largada.

“Ainda está muito doloroso e não havia muito mais que eu poderia fazer no treino de classificação quando você leva essa combinação de coisas em conta”, disse Raikkonen. “Não é a primeira vez que eu piloto com um problema e provavelmente não será a última vez com isso, mas eu vou estar no grid amanhã (hoje) e vamos tentar conquistar o máximo de posições em relação com onde estamos no início”.

Ele deixou o circuito de Marina Bay para receber atendimento médico imediatamente após o treino de classificação neste sábado e o chefe da equipe Lotus, Eric Boullier, disse que o efeito do tratamento vai determinar a sua participação na corrida, independentemente de otimismo do finlandês.

 

Atrás de Massa, Alonso fala em ‘corrida 100%’

O treino que definiu o grid de largada para a 13ª etapa do Mundial de F-1, o GP de Cingapura, não foi dos melhores para o espanhol Fernando Alonso. Além de conseguir apenas a sétima posição, uma atrás de seu companheiro de equipe Felipe Massa, o ferrarista ainda viu o alemão Sebastian Vettel, líder do campeonato deste ano, cravar a pole, a segunda consecutiva.

“Na verdade, isso não é muita novidade para nós porque este cenário mais ou menos tem se repetido ultimamente. Temos que fazer o mesmo que fizemos até agora e que nos fez estar em segundo no Mundial”, disse o piloto espanhol. “Nos últimos quatro anos estivemos na disputa pelo título em três, então não acho que a gente tenha que inventar nada de especial amanhã (hoje). Temos que fazer uma corrida 100%. Em Monza tinha quatro ou cinco carros que eram mais velozes que a gente e ainda assim acabei a corrida em segundo”, disse.