10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Roubo de árvores na Nações Norte


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Senhor Marco Antonio, pelo que vejo, o que os bauruenses fazem com as árvores em frente às suas casas e até as que não lhes dizem respeito é poda drástica, deixam só o tronco, alguns ateiam fogo e deixam lá um pé de carvão, cortam indiscriminadamente, os que suportam suas árvores lavam asfalto e calçadas todos os dias e não molham as pobre sedentas, o som da serra elétrica ecoa por todos os lados, para se conseguir o Habite-se é obrigatório plantar uma muda de pelo menos 1,20m e o que acontece em muitos casos é que depois da vistoria a muda é arrancada e como não há um acompanhamento, a impunidade é quem reina.

O mesmo acontece com a poda drástica cuja multa é de R$ 500,00, mas a Semma não fiscaliza e nem precisava, se disponibilizasse um telefone ou um e-mail para que a própria população consciente tivesse onde denunciar, resolveria. Tento fazer isso quando vejo e, para minha surpresa, a resposta do Meio Ambiente é que o endereço fornecido tem autorização para erradicar árvores como a Sibipiruna, que está sumindo rapidamente.

Tudo nesse mundo é uma questão de interpretação. Uns veem na Amazônia o pulmão do mundo, outros veem cifrões no lucro com o desmatamento, uns olham para uma árvore e veem a sombra, outros sujeira por suas folhas e flores que acabam virando a foguerinha inocente do dia a dia. As árvores deveriam ser respeitadas pelo oxigênio, acima de tudo, reclamam do calor infernal, da baixa umidade do ar, mas continuam cortando e colocando fogo em tudo.

Por essas e outras que não acredito que estão roubando árvores para serem plantadas em frente às suas casas, devem ter descoberto algum meio de ganhar dinheiro com elas, quem quer ter uma árvore não precisa roubar, elas são de graça no viveiro da prefeitura ou no horto florestal, existem aos montes em terrenos e espaços abandonados e são devoradas pelas queimadas.

Se o bauruense gostasse mesmo de árvores não estariam acabando com todas como está acontecendo na cara de todos e as autoridades fingem que não é com elas.

Se plantarem cactos e palmas e outras espinhosas, estarão embelezando também, mas creio que não seja essa a preocupação, porque não vejo muito embelezamento na vegetação da cidade, o que tem de bonito em tocos jogados pelas calçadas ou um esqueleto serrados? Povo consciente não espera por poder público para uma ação tão simples como plantar e proteger a vegetação. Deveria existir nas escolas, desde os primeiros anos, aulas de como plantar, cuidar e conhecer as espécies.

Como bem disse Regina Casé no programa "Um pé de que": quando as pessoas sabem mais sobre as espécies, ficam mais íntimas e podendo chamá-las pelo nome cuidam mais, a coleção de programas seria um bom começo para despertar o interesse e o conhecimento sobre as árvores.

Os órgãos públicos, em especial os responsáveis pelo meio ambiente, tem que sair da frente do computador, do bate papo virtual inútil, do link em tempo integral nas redes sociais e ir para as ruas pelo menos quando alguém tenta lhes dizer o que está acontecendo e tomar as ações cabíveis já que legislação existe só precisa ser posta em prática.


Dora Canaver