08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A soberba da EMDURB


| Tempo de leitura: 2 min

Nos últimos anos, virou rotina os bauruenses serem surpreendidos com mudanças estranhas no trânsito local. Sou leigo, mas não burro. Cada vez que os técnicos da Emdurb se mexem, pioraram o que já estava ruim. A começar pelo incremento de centenas de equinas com faixas amarelas, com o especioso argumento de "liberar gargalo" das ruas transversais centrais. A que gargalo referem-se em ruas que têm tráfego secundário, cujo acúmulo é de 3 ou 4 veículos por vez, esperando para atravessar a preferencial? E qual a lógica disso, se reduzem duas ou três vagas de estacionamento por esquina pintada? Os aludidos "técnicos" não percebem que o pior do tráfego na Bauru central é a falta de vagas, e não o tal gargalo?

Outra loucura sem precedentes foram as mudanças que fizeram no entorno do Bauru Shopping. Se antes se podia sair das Nações e passar na lateral de baixo do Shopping sem ter que ir até o Wall Mart, com trânsito fluindo, hoje se encontra uma rua com mãos antagônicas na metade da quadra, proibindo o antigo acesso. Para piorar, como os sentidos se "chocaram", tirou-se 50 vagas de estacionamento para permitir o tráfego confuso ora em mão dupla, ora não. E dá-lhe novas faixas amarelas!

Outra piada é que, a cada rotatória ou avenida desenhada e construída por engenheiro civil formado, os especialistas da Emdurb alteram os traçados, instalando tachões e caixotes de concreto esparramados pela via, com pinturas de solo confusas porque, evidentemente, os técnicos acham que assim evitam carros cruzando a pista ou coisas semelhantes. Como engenheiros formados não sabiam disso, não é mesmo?

Sou usuário, aquele que vive o dia a dia do trânsito da cidade e escuta reclamações de outros usuários, clientes e amigos. Se os soberbos técnicos da Emdurbse dessem ao mínimo trabalho de fazer uma pesquisa local ou virtual sobre as suas medidas impertinentes, perceberiam que, de prático, eles só tem atrapalhado a vida do bauruense. Deixe a soberba de lado, Emdurb!


Ivan Goffi