10 de julho de 2026
Internacional

Merkel vence eleição na Alemanha e está perto de maioria absoluta


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No poder há oito anos, a conservadora Angela Merkel venceu as eleições deste domingo e conquistou de maneira folgada um terceiro mandato como chanceler da Alemanha. Ela se fortaleceu para lidar com a crise da zona do euro e continuará a comandar a maior economia do bloco europeu até 2017.

Com a apuração em curso, o formato da nova gestão ainda estava em aberto até o fim da noite de ontem, porém. O mais provável é que Merkel por pouco não obtivesse maioria absoluta no Parlamento, sendo obrigada a uma aliança.

Nesse cenário, o parceiro preferencial seria a SPD, de centro-esquerda, reeditando uma grande coalizão como já ocorreu no primeiro mandato dela (2005-09). Outra hipótese, menos provável, seria uma aliança dela com os Verdes.

O partido de Merkel, CDU (União Democrata Cristã), e sua legenda-irmã, CSU (União Social Cristã), receberam 42% dos votos, de acordo com projeções. O SPD obteve cerca de 26% dos votos.

“Vamos deixar as especulações de lado e esperar”, afirmou Merkel, com a cautela habitual, em mesa redonda na TV pública alemã.

No mesmo programa, o líder social-democrata, Peer Steinbrück, deixou claro que prefere ver o SPD numa coalizão de governo e prometeu fazer “forte oposição” se a chanceler conseguir maioria para governar sozinha.

“A senhora Merkel venceu a eleição, a bola está no campo dela. Vamos esperar e ver o que ela decidirá”, disse.

As projeções indicam que o grande derrotado foi o FDP (Partido Liberal-Democrata), que participa da atual coalizão da chanceler.

A sigla neoliberal recebeu cerca de 4,5% dos votos e deve ficar fora do Parlamento. “É o momento mais amargo e mais triste da história deste partido”, disse Rainer Brüderle, que encabeçava a lista de candidatos da sigla.

Merkel tem responsabilidade pelo resultado, já que desautorizou um apelo de última hora para que seus eleitores fizessem voto útil para salvar os aliados.

O desenho do novo governo pode depender de outra legenda pequena, o AfD (Alternativas para a Alemanha), fundado no início do ano com a plataforma anti-euro.

A sigla tinha 4,8% no fim da noite e estava a poucos votos de conquistar um lugar no Parlamento.