09 de julho de 2026
Internacional

África: explosões continuam em centro comercial no Quênia

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Uma nova sequência de explosões atingiu hoje o shopping onde militantes vinculados à rede terrorista Al Qaeda mantêm dezenas de reféns em Nairóbi, no Quênia. Este é o terceiro dia do ataque ao centro comercial, que já deixou 69 mortos, segundo a Cruz Vermelha.

Reuters

Autoridades quenianas isolam o shopping

Imagens da televisão local mostram novas colunas de fumaça saindo do shopping de luxo Westgate, onde tropas do Exército queniano tentam capturar extremistas do grupo terrorista somali Al Shabaab. A agência de notícias Reuters afirma que as explosões foram provocadas pelas forças de segurança.


Mais cedo, o inspetor-geral da polícia queniana, David Kimaiyo, declarou que as forças de segurança conseguiram resgatar mais reféns durante a noite e que ainda há poucos no interior do shopping. Houve troca de tiros e outras explosões.


Autoridades quenianas disseram ter conseguido isolar os homens armados dentro do shopping, e desde a noite passada afirmam que a operação está na reta final. O ministro do Interior queniano, Ole Lenku, disse que há 15 militantes e um número indeterminado de civis no prédio.


Ele ainda pediu que os cidadãos continuem doar dinheiro e sangue para ajudar os feridos na tragédia, que já são 175. Segundo a câmara de comércio local, os extremistas levaram os civis retidos para um cassino no andar mais alto do prédio.


Em uma nota divulgada na internet, o porta-voz do Al Shabaab, Ali Mohamud Rage, ameaçou matar os reféns ante a "pressão" exercida por "Israel e outros governos cristãos". O Estado judaico deu apoio ao Quênia na operação de retirada dos reféns.


De acordo com a rede CNN, os militantes que participam da ação são de várias nacionalidades. Entre os terroristas, estariam três americanos, um inglês, um canadense, um finlandês, um polonês, um canadense, um queniano e duas pessoas vindas da Somália.

 

Reuters

África: explosões continuam em centro comercial no Quênia

O governo do Quênia questionou as informações e disse que a identidade dos membros do grupo ainda não foi confirmada. Ontem, o presidente Uhuru Kenyatta afirmou que não retirará as tropas da Somália, exigência dos rebeldes do Al Shabaab.


Os soldados quenianos são a maioria na força de paz da União Africana que há dois anos tenta estabilizar a Somália, afetada há 20 anos por uma guerra civil.


A ação no shopping de Nairóbi acontece em meio ao aumento da presença de grupos terroristas radicais em países da África, a maioria deles associados à rede terrorista Al Qaeda. Nos últimos meses, países como Somália, Nigéria e Mali têm sido alvo de ofensivas de extremistas islâmicos.