08 de julho de 2026
Esportes

Tênis

Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

ROGER GUEDES

Em campeonato mundial Super Seniors, disputado na semana passada, na cidade de Poertschach, na Áustria, o bauruense Roger Guedes, agora na categoria 60/64 anos, foi surpreendido, por 2 sets a 0, em quartas de final, pelo tcheco Radovan Cizek, que acabou sendo campeão. Em duplas, ao lado do americano Fred Robinson, o bauruense foi vice-campeão, sendo que os campeões foram os canadenses James Cameron e Keith Porter. Depois de já ter vencido alguns dos maiores torneios seniors em todo o mundo, além de ter sido vice-campeão mundial individual em três oportunidades, Roger buscava o título que ainda lhe falta. Em 2009, em mundial disputado na Espanha, na final chegou a ter três “match-points”.

LUSO

Tenistas da Luso disputaram no último final de semana, no Clube Harmonia de São José do Rio Preto, a 2ª Etapa do Circuito Infanto-Juvenil da Federação Paulista de Tênis. Caio Joaquim Bergamini, vice-campeão na categoria 12MA, foi o que mais se destacou. João Pedro Silva, categoria 14MB, Evelin Gouveia, 14F e Sofia B. de Almeida, categoria 16 feminino, perderam nas semifinais. Matheus B. de Almeida, na categoria 14MB e Gabriel Comegno, categoria 16MC, perderam na primeira rodada. O técnico Hélder Gouvêa acompanhou os jogadores. 

BATALHA DOS SEXOS

Há 40 anos, a americana Billie Jean King derrotou, por 2 sets a 0, o também americano Bobby Riggs, em partida exibição chamada de “Batalha dos Sexos”. A partida teve um público de 30 mil  pessoas, e outras 90 milhões assistiram em casa, pela televisão. Uma nova “Batalha dos Sexos” está programada para Pequim (China), no dia 27 de setembro, quinta-feira próxima, envolvendo a chinesa Na Li e o sérvio Novak Djokovic. Entre aquele jogo e o de agora, algumas diferenças: Em 1973, Billie Jean tinha 30 anos, 12 títulos de Grand Slam em simples, além de ter sido considerada a melhor do mundo por vários anos, já que o ranking oficial só iniciou em 1973. Seu adversário, Riggs, tinha, na época, 55 anos. Mesmo que em seu currículo constasse três títulos em Grand Slam, Riggs nunca tinha sido considerado um dos “grandes”. Agora, o jogo entre Na Li e Djokovic é o contrário. Na Li é a 5ª do mundo e têm 31 anos; Djokovic é o primeiro do mundo, e cinco anos mais jovem que Na Li. Sem ser machista, caso o sérvio não jogue de maneira extremamente “leve”, as chances de a chinesa sair de bicicleta (6/0, 6/0) serão enormes.   

TELIANA PEREIRA

A pernambucana Teliana Pereira, 25 anos, até então 104ª do mundo, venceu, na última semana, o torneio ITF (Federação Internacional de Tênis) Challenger, de Saint Malo (França), com premiação total de US$ 25 mil ao derrotar, na final, a francesa Pauline Parmentier, ex-40ª do mundo, atualmente posicionada na 183ª. Foi o segundo título consecutivo de Teliana; na semana retrasada, conquistou o título em Mont-de-Marsan, também na França. Com os pontos conquistados, deve voltar ao grupo das primeiras 100 do mundo, onde já esteve em julho deste ano, quando quebrou um tabu de 23 anos sem uma brasileira entre as 100 melhores do ranking. 

DAVIS-BRASIL

Pela Copa Davis, o Brasil, cabeça de chave, vai enfrentar o vencedor do confronto entre Venezuela e Equador, em sua primeira rodada pelo Zonal Sul Americano do torneio. Caso vença, já estará na final, e deve se defrontar com Colômbia ou Uruguai. É preciso ser campeão para ter o direito de disputar o playoff em outubro, contra algum país que tenha perdido na primeira rodada do Grupo Mundial, ou seja, a primeira divisão do torneio. Mas, de acordo com o nível técnico dos atuais brasileiros, voltar à primeira divisão será algo bastante difícil; não temos, sequer, um jogador entre os 100 primeiros do mundo.  Não dá para entender o fato; não se pode alegar falta de dinheiro, pois a Confederação Brasileira de Tênis, através de patrocínios, dos Correios e Asics (marca de material esportivo), tem custeado as despesas de vários jogadores. Talvez apenas isso não seja suficiente, e um centro nacional de treinamento, onde tenistas de várias idades pudessem treinar, seria uma opção. Enfim, apenas pagar as despesas de viagens, sem uma cobrança efetiva por resultados, parece que não tem dado certo.

OPNIÃO DE PAT CASH

Para o australiano Pat Cash, campeão em Wimbledon de 1987, o tênis atual, dominado pelo espanhol Rafael Nadal e o sévio Novak Djokovic, está muito chato, já que vence aquele que resiste às trocas de bolas por mais tempo, ou seja, aquele melhor fisicamente. Para o australiano, a geração atual não é melhor que a de Boris Becker (ALE), Pete Sampras (EUA), Stefan Edberg (SUE), ou mesmo Bjorn Borg (SUE). Diz ele, que os jogadores atuais, raramente vão à rede, tornando o jogo monótono. Em sua opinião, os atuais são, incrivelmente, bons em devolver a bola. 

DICA

Jogadores amadores têm a tendência de querer bater o “backhand” (esquerda para destros) melhor do que são capazes. Assim, quando seu “backhand” começar a te prejudicar, diminua suas expectativas e pare de tentar fazer mais do que sabe. Em nível amador, ter um “forehand” (direita para destros) e “backhand”, esquerda, capaz de fazer o ponto, deixando o adversário sem tempo de sair do lugar (winner), é algo muito difícil. Então, se você tem problema com o “backhand”, apenas passe a bola para o outro lado, se possível no fundo da quadra. Obrigue o adversário a bater uma bola a mais e, quem sabe, ele não comete um erro. Deixe, enfim, as oportunidades de matar o ponto (arriscar um ‘winner’) para o “forehand”.

CURIOSIDADE

No ano 2010, o espanhol Rafael Nadal começou a usar em quadra um relógio de espessura extremamente fina que logo despertou a curiosidade de muitos. Tratava-se do Richard Mille 027, que pesava apenas 20 gramas e que custava US$ 525 mil. Recentemente, a marca Richard Mille desenvolveu, especialmente para o espanhol, o relógio chamado de  RM07-01, que é apenas um grama mais leve que o anterior, porém custando bem mais, US$ 690 mil. Richard Mille (um dos patrocinadores do espanhol) pretende fabricar apenas 50 exemplares desse novo modelo.

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