09 de julho de 2026
Internacional

Islamitas dizem que ainda mantêm reféns em shopping no Quênia

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O grupo radical islâmico Al Shabaab afirmou, nesta terça-feira (24), que ainda mantém reféns dentro do shopping Westgate, em Nairóbi, no Quênia. Os extremistas invadiram o centro comercial no último sábado, em um ataque que deixou pelo menos 62 mortos e 200 feridos.

 

A ocupação do prédio entrou em seu quarto dia, com informações conflitantes entre os terroristas e as forças de segurança. Em mensagem no Twitter, o grupo islâmico afirmou também que há um "número incalculável" de cadáveres que ainda estão no edifício desde sábado.

 

"Os mujahedines (guerreiros santos, em árabe) ainda mantêm o controle da situação. Ainda temos reféns vivos, que estão um pouco desconcertados, mas, de todos modos, vivos".

 

Mais cedo, as forças de segurança afirmaram que apenas um ou dois milicianos continuam desaparecidos, enquanto os outros foram isolados em uma loja no andar mais alto do shopping. A polícia também informou que desativou uma série de explosivos colocados pelos radicais islâmicos em todo o prédio.

 

Os agentes pediram à população e à imprensa internacional que ignorem as mensagens divulgadas pelo Al Shabaab que, segundo eles, fazem parte de uma propaganda. Eles voltaram a dizer que a situação estava sob controle, embora tenham ocorrido tiroteios no início da manhã (madrugada em Brasília).

 

A Cruz Vermelha afirmou que espera a chegada de mais corpos aos hospitais e necrotérios de Nairóbi. 

 

Estrangeiros

 

Na noite de ontem, a chanceler queniana, Amina Mohammed, afirmou que, dentre os terroristas, estão dois americanos e uma britânica, reiterando a informação dos militares de que o ataque foi uma ação do terrorismo internacional.

 

Segundo a ministra, a britânica foi identificada como Samantha Lewthwaite, viúva de Germaine Lindsay, um dos suicidas que participou dos atentados ao transporte público de Londres, em 7 de julho de 2005. O Reino Unido afirmou que está ciente da versão, mas não confirmou se esta é verdadeira.

 

Já os cidadãos americanos seriam homens jovens, entre 18 e 19 anos, que morariam no Estado de Minnesota, que concentra a maior colônia somali do mundo. Ontem, a Casa Branca afirmou que verificava relações entre os militantes do Al Shabaab e a comunidade somali em território americano.

 

O grupo radical islâmico afirma que o ataque ao shopping é uma represália à presença de tropas quenianas na Somália, que tentam debelar a guerra civil que afeta o país há 20 anos. O representante especial da ONU para o país, Nicholas Kay, pediu que a comunidade internacional intensifique sua presença no conflito somali.

 

Para ele, a ação do Al Shabaab não foi uma surpresa e mostra a necessidade de encarar o grupo radical como uma ameaça internacional. Ele ainda pediu apoio logístico e militar em auxílio às tropas da União Africana, como o envio de tanques e helicópteros, para controlar a região.