08 de julho de 2026
Internacional

Obama pede apoio da ONU contra Síria

Por Jeff Mason e Steve Holland | Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Kevin Lamarque/Reuters

Obama apresentou prioridades para as voláteis regiões do Oriente Médio e Norte da África

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ontem que a Organização das Nações Unidas (ONU) apoiem duras medidas contra a Síria caso o país se recuse a entregar suas armas químicas e instou a Rússia e o Irã a deixarem de apoiar o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Falando na Assembleia-Geral da ONU, evento anual que reúne líderes mundiais, Obama apresentou as prioridades dos EUA para as voláteis regiões do Oriente Médio e Norte da África. Ele enfatizou que os EUA querem soluções diplomáticas para disputas inflamadas, mas não descartou a hipótese do uso da força ou de ação direta contra ameaças extremistas.

Obama recuou no começo do mês do plano de lançar uma ação militar unilateral contra a Síria, pondo em andamento um esforço diplomático que levou à ajuda russa para convencer a Síria a ceder suas armas químicas, depois de um ataque com gás venenoso em 21 de agosto que, segundo autoridades norte-americanas, matou 1.429 pessoas.

Com a promessa da Síria ainda não cumprida totalmente, o desafio de Obama na ONU era convencer líderes mundiais a se unirem aos EUA na imposição de pressão sobre a Síria com uma resolução do Conselho de Segurança que inclua duras medidas, no caso de Assad não entregar seu estoque de armas químicas de um modo que possa ser verificado.

“O governo sírio deu o primeiro passo ao apresentar uma relação de seus estoques. Agora, tem que haver uma forte resolução do Conselho de Segurança que verifique que o regime de Assad está mantendo seus compromissos, e tem de haver consequências se ele falhar no cumprimento”, disse Obama.

O temor do lado norte-americano é que a Rússia possa vetar qualquer resolução da ONU que contenha uma ameaça explícita de uso da força contra a Síria.


Sírios no Brasil

Cidadãos sírios que buscam deixar a guerra civil e obter refúgio no Brasil terão seu ingresso facilitado no País. Resolução publicada ontem no “Diário Oficial da União” flexibiliza os pré-requisitos exigidos para a concessão de vistos a “indivíduos afetados pelo conflito armado na República Árabe Síria”.

Na prática, a autorização para concessão de visto “por razões humanitárias” libera o cidadão de apresentar documentos que comprovem, por exemplo, que ele possui emprego fixo na Síria ou condições financeiras para permanecer no Brasil - critérios cobrados de cidadãos estrangeiros em geral.

Com a nova regra, o solicitante poderá alegar, ao pedir o visto, interesse em obter refúgio quando chegar ao Brasil - oficialmente, isso não é levado em conta pelos postos brasileiros na concessão do documento.