11 de julho de 2026
Polícia

Drama: família continua com as buscas por jovem desaparecido

Marcele Tonelli e Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 4 min

Fotos/Renan Casal

Área de tubulação no início da Nações Norte onde parentes e bombeiros fizeram buscas

O drama da família de Roger Willian Bonfim, de 19 anos, que está desaparecido desde a última segunda-feira (23), continua. Os familiares e amigos não cessaram as buscas, mas, até o início da manhã de hoje (26), não obtiveram sucesso.

Nem mesmo conhecidos do jovem sabem de seu paradeiro. Desde quando desapareceu, ninguém teria visto ou reconhecido ele.

Segundo a reportagem apurou, a esperança da família é de que seja autorizada a quebra de sigilo do telefone celular de Roger e, com isso, levantar alguma pista de seu paradeiro.

Mistério

Há três dias, a família de Roger Willian Bonfim, de 19 anos, vive um drama. Na tarde de segunda-feira, o rapaz, morador do Parque Roosevelt, saiu de casa dizendo que iria jogar futebol com amigos em uma quadra paradesportiva localizada na avenida Nuno de Assis, mas não voltou mais.

A família registrou boletim de ocorrência na tarde de anteontem.

No mesmo dia, o irmão mais velho conseguiu rastrear o celular de Roger por meio de um GPS, que indicou a tubulação existente no início da avenida Nações Norte como suposto paradeiro.

O Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e os parentes do rapaz realizaram buscas no local até o início da manhã de ontem, mas nada foi encontrado, nem mesmo o aparelho celular do jovem.

 

Jacira e Roger Bonfim durante entrevista no Roosevelt

Buscas

Em entrevista ao Jornal da Cidade, os pais de Roger informaram que após as bucas dentro da tubulação, uma nova pista, deu esperanças a família de que o jovem estaria próximo a um conjunto de chácaras existente na beira da avenida, no Jardim Progresso, no entanto, nada foi encontrado no local após buscas feitas pelos próprios parentes entre a noite de terça-feira e início desta quarta-feira.

“Estamos desesperados. Ele não está na casa de amigos e ninguém da escola o viu. O celular dele é um android e mostrou que ele estaria na Nações Norte, mas não encontramos”, conta Jacira.

Ainda de acordo com a mãe, após os bombeiros deixarem a tubulação, uma pessoa em uma bicicleta teria passado pelo local e feito um alerta.

“Ele estava com o rosto encapuzado, parou a bicicleta e me falou que não iriamos encontrar nada ali e que meu filho estava em uma área do outro lado, atrás das chácaras. Eu entrei em pânico e chamei meu marido que estava lá embaixo, mas não deu tempo de nada, a pessoa correu com a bicicleta em direção a biqueira e sumiu”, afirma a mãe.

“Sei que pode ser trote, mas por que alguém faria isso com uma mãe desesperada?” indaga a mulher, que conta ter passado os últimos dias sob efeito de calmantes e antidepressivo.


 

Família espalhou cartazes pela cidade

Perfil

Roger é descrito pela família como um rapaz quieto, caseiro e que não tinha envolvimento com drogas ou costumava beber.

“Desconhecemos qualquer envolvimento dele com essas coisas e acho difícil. Sou eu quem controlo o dinheiro que ele recebe. As únicas atividades dele, fora o trabalho e a escola, é ficar no computador e jogar futebol com amigos nas horas vagas”, afirma a mãe.

“Ele não tem rixa com ninguém, não bebe. É um menino quieto, só estava faltando muito às aulas por preguiça”, completa o pai.

O rapaz cursa o 3º colegial na escola estadual Antônio Ferreira de Menezes e trabalha há aproximadamente três meses como repositor de supermercado no bairro Santa Edwirges.

Mora em uma casa simples na quadra 10 da alameda Sócrates, no Roosevelt, com os pais e mais dois irmãos, Robert de 27 anos e Emily de 10 anos.

Ainda de acordo com a mãe, o rapaz teria abandonado, há alguns anos, o tratamento para “síndrome do pânico”.

Jacira também é portadora da mesma síndrome e sofre de depressão.


Investigação

O caso, registrado em boletim de ocorrência na Central de Polícia Judiciária (CPJ), foi encaminhado à investigação.

De acordo com o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e responsável pelo caso, Kléber Granja, a polícia tem trabalhado na ocorrência.

“Estamos desde o primeiro momento investigando, mas é preciso muita cautela pois seguimos um protocolo. Não descartamos nenhuma hipótese. Pode existir relação tanto com a criminalidade quanto com motivação pessoal, por exemplo. A ocorrência ainda está muito confusa. Agora mesmo temos uma equipe na rua para traçar o perfil do rapaz. Não é possível dizer nada ainda”, afirma o delegado responsável.

 

Informações sobre Roger podem ser comunicadas: 190 (PM) e 99756-1548.