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Fotos/Renan Casal |
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Área de tubulação no início da Nações Norte onde parentes e bombeiros fizeram buscas |
Era por volta das 9h50 de ontem quando Jacira Bonfim, 45 anos, rezava com um rosário nas mãos. As preces tinham única finalidade: o encontro de seu filho Roger Willian Bonfim, 19 anos, desaparecido há três dias. No meio da oração, a mulher desmaiou. Quando acordou, havia um SMS em seu celular. Um pedido de socorro que, logo, virou final feliz.
Após a mensagem, familiares acionaram a Polícia Civil e encontraram Roger nas proximidades do quilômetro 348 da rodovia Marechal Rondon (SP-300). Caído em uma canaleta, ele estava com hematomas nos braços e nas pernas e com um corte na boca.
“Ele disse que, ao sair da quadra de futebol, foi pego por dois homens encapuzados e colocado em um carro. Isso tudo na segunda mesmo. Depois, ele afirma que só se lembra de ter sido solto ontem (anteontem). Disse que estava perto de Tibiriçá e veio caminhando”, conta Jacira..
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Malavolta Jr. |
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Os pais de Roger estavam desesperados à procura dele, agora a família comemora ter reencontrado o filho. Na foto: Roger Willian com a irmã Emily e os pais Jacira e Roger |
O encontro ocorreu após buscas por meio do rastreamento do celular de Roger e até mesmo diligências dos bombeiros em tubulações (leia mais abaixo). Após enviar o SMS pedindo socorro para a mãe ontem, familiares conseguiram falar com ele pelo celular e Roger descreveu o que via.
“Ele falou da placa de uma empresa e conseguimos localizá-lo. Ele estava desorientado e com muita fome. Levamos um isotônico e um pão de queijo. Ele comia como se nunca tivesse visto comida antes”, conta Ana Rosa Bianconcini, 39, tia do jovem.
Como estava bastante debilitado, Roger foi conduzido ao Pronto-Socorro Central (PSC). Lá, foi medicado e hidratado com três litros de soro. Durante a tarde, já estava dormindo na casa onde mora, no Parque Roosevelt.
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Jacira e Roger Bonfim durante entrevista no Roosevelt |
O JC esteve na residência no começo da noite de ontem, porém, respeitou as orientações médicas de não conversar com Roger. Ainda bastante cansado, ele só deu um abraço nos pais e comemorou estar de volta em casa.
Investigações
Apesar de o jovem ter sido localizado, as investigações continuam. Segundo o titular da Delegacia de Investigações Gerais da Central de Polícia Judiciária (DIG/CPJ), Kleber Granja, o próximo passo será ouvir Roger.
“Iremos investigar e colher a versão dele. Porém, vamos continuar tratando o caso com muita cautela”, destaca o delegado.
Conforme a própria mãe do garoto, ele sofre de Síndrome do Pânico e teria abandonado o tratamento há alguns anos. O delegado explica que até essa condição será levada em conta para chegar à versão verdadeira.
“Iremos checar todos os detalhes dessa história dos homens encapuzados e verificar a veracidade dos fatos. Queremos ver o que é verdade e os pontos que podem ser fantasia”, conclui Granja.
Sem deixar pistas
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Família espalhou cartazes pela cidade |
Roger Bonfim está desaparecido desde a tarde da última segunda-feira. Na ocasião, o rapaz saiu de casa dizendo que iria jogar futebol com amigos em uma quadra paradesportiva localizada na avenida Nuno de Assis, mas não voltou mais. Desde então, ninguém tinha qualquer pista de seu paradeiro.
A família registrou boletim de ocorrência no dia seguinte. Vários cartazes foram espalhados pela cidade. O irmão mais velho conseguiu rastrear o celular de Roger por meio de um GPS, que indicou a tubulação existente no início da avenida Nações Norte como suposto paradeiro.
O Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e os familiares realizaram buscas no local, entretanto nada foi encontrado.
Descrito como um jovem sem vícios e sem inimigos, Roger mora no Parque Roosevelt com a família, cursa a terceira série do ensino médio na escola estadual Antônio Ferreira de Menezes e trabalha há três meses em um supermercado no Santa Edwirges.