10 de julho de 2026
Nacional

Ex-mulher é condenada a 22 anos de prisão por morte de executivo da Friboi

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução Internet

Ex-mulher de diretor da Friboi teve pena 22 anos de prisão

A empresária Giselma Carmem Campos foi condenada na noite desta sexta-feira (27) pelo assassinato do ex-marido Humberto de Campos Magalhães, diretor-executivo do Friboi. Ela deve ficar presa durante 22 anos e seis meses em regime inicial fechado. O irmão dela, Kairon Vaufer Alves, confessou o crime e foi condenado a 21 anos de prisão.

O crime ocorreu em dezembro de 2008, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. Nesta quinta-feira (26), durante depoimento no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, Kairon disse que sua irmã foi a mandante crime.

Kairon Vaufer, que já estava preso, confessou a participação no assassinato e acusou a irmã pela primeira vez. Os dois são réus do processo. Irmão de Giselma por parte de mãe, Vaufer disse que ela o procurou no Maranhão e lhe pediu ajuda pois o marido a estava ameaçando.

Segundo depoimento de Vaufer, após o pedido de Giselma, ele veio para São Paulo, onde conheceu Osmar Gonzaga de Lima e Paulo Santos, ambos já condenados pelo crime. Ele diz ainda que a irmã lhe deu o celular do filho caçula, Carlos Eduardo, para atrair o executivo para uma emboscada.

Alves afirmou que resolveu acusar a irmã como mandante porque estava arrependido e envergonhado.

Versão

Giselma depôs em seguida e voltou a alegar inocência. Ela disse que seu irmão a acusou porque ficou insatisfeito quando ela lhe negou dinheiro na época do crime.

A ex do empresário afirmou ainda que Alves tinha negócios com o ex-marido dela e que seu irmão lhe contou que teve uma discussão com o executivo no momento do crime. A arma teria disparado acidentalmente, segundo ela.

Giselma e Magalhães foram casados por 20 anos e, na época do crime, estavam separados. Segundo o Ministério Público, a empresária matou o ex-marido por ciúme e "medo de perder o status financeiro".

Ela chegou a ficar presa por um ano e cinco meses e foi solta após conseguir um habeas corpus no Superior Tribunal Federal em 2011.