09 de julho de 2026
Política

Em Bauru, Skaf já discursa como candidato


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Presidente estadual do PMDB, o deputado Baleia Rossi foi categórico ao afirmar que a candidatura ao governo de Paulo Skaf é inegociável, frisando que, desta vez, o partido não serviria de “escada” para o PT ou para o PSDB. O empresário demonstrou, ontem, que está afinado com o comando da sigla e já discursou como candidato para os mais de 300 militantes presentes no encontro regional.

Skaf focou seu discurso nas críticas à gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ao comentar a crise na saúde pública, citou a falta de leitos hospitalares em Bauru. “Precisou que a Justiça agisse para garantir internações na rede privada. Passei hoje pelo Base e parece um hospital abandonado”.

O empresário falou também de segurança pública, setor sobre o qual apontou problemas de gestão. “Muita gente acha que essa responsabilidade é do município ou do governo federal. Mas é do Estado, que possui mais de 130 mil policiais civis e militares, mas não consegue oferecer resultados”.

Segundo Skaf, o problema do governo não está na falta de dinheiro. “Temos receita maior que a da Argentina em São Paulo, superando os R$ 200 bilhões em 2014. Mas falta eficiência. Exemplo disso é a educação. As crianças estão matriculadas, frequentam as escolas, mas não aprendem”, declarou.

O pré-candidato a governador criticou ainda a privatização de aeroportos deficitários no interior. “Eu sou da iniciativa privada e a defendo. Mas o interesse público precisa vir em primeiro lugar. Se privatizarmos os aeroportos dando prejuízo, eles serão vendidos a preço de banana. Tem que valorizar antes. Dos 31 aeroportos do interior, apenas dois dão lucro. Os demais precisam de gestão porque a demanda existe”.

O presidente do Fiesp/Ciesp criticou ainda problemas na infraestrutura do Estado de São Paulo ao citar que a sociedade está no ano de 2013, mas o governo ainda vive na década de 1980.

Paulo Skaf também fez críticas diretas a seu futuro adversário na corrida eleitoral do ano que vem. O empresário citou a recente visita de Geraldo Alckmin a Piratininga para dar início às obras de duplicação a mais um trecho da rodovia Bauru-Ipaussu.

“O que ele foi fazer lá? Está com tempo para viajar e inaugurar uma obra que não tem nada a ver com o governo. A obra será executada por concessionária e já estava prevista no contrato. Nós pagamos pedágios muito caros no Estado para isso”, completou.