08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Mestre da ortopedia


| Tempo de leitura: 1 min

Pessoas de todo o Brasil estiveram na clínica do doutor Hilário Maldonado em busca de nova chance de reconstruir e recomeçar ou mesmo aprender a trilhar um caminho. Aconteceu com a minha filha Catinha que ficou quase um ano internada aperfeiçoando os dois pés que eram totalmente inversos, direcionados ao contrário da marcha. Depois de várias cirurgias e 10 pinos, um em cada dedo, e sessões intensas de fisioterapias que ele (mestre) me ensinou a fazer. Dois anos depois minha menina saiu andando corretamente e sem levar nenhum tombo. Nem mesmo tropeçava. Cirurgia de gente grande numa criança frágil e assustada.

Fiquei próxima do ilustre doutor, pois nos víamos todos os dias por mais de ano. Admirávamos um ao outro, nos moldes da sabedoria de Deus e do talento de cada um. E acredito que, na arte da construção óssea, não existiu melhor engenheiro do corpo humano. E um homem simples, disposto a dialogar, sem noção do seu tamanho e arte. E preocupava-se com a mãe da Catinha. Queria que os enfermeiros ajudassem mesmo sem pedir. Estranhava que eu não saísse em nenhum momento do lado da minha filha.

Inesquecível para mim, pois convivo a todo momento com a perfeição pós Maldonado e com os pinos guardados numa caixa especial. Minha homenagem materna, saudade e gratidão ao grande arquiteto do corpo humano. Presenciei cada milagre naquele hospital... Aos filhos, uma mensagem: sigam as lições do mestre.

Mãe Catarina Carvalho