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Éder Azevedo |
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Cerca de 600 cruzes foram colocadas na fachada da Câmara Municipal de Bauru |
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Éder Azevedo |
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Funcionários protestam com fantasia e colocam caixão na entrada do prédio |
Caixão, vela e cruzes nas escadarias da Câmara Municipal de Bauru tentaram sensibilizar os vereadores e outras autoridades para a falta de vagas em leitos nos hospitais públicos de Bauru e mostrar o absurdo da compra de leitos na rede privada, segundo os manifestantes.
A manifestação começou nas primeiras horas de ontem mobilizando sindicalistas ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) - regional Bauru.
Os integrantes da CUT mudaram o alvo das manifestações. Três mobilizações desde agosto ocorreram em frente ao prédio do Departamento Regional de Saúde (DRS-6), da Secretaria Estadual de Saúde.
Sintoma da crise da Saúde em Bauru é a saída de Doroti da Conceição Vieira Alves Ferreira do comando do DRS-6, após quase cinco anos no cargo.
Ontem foi seu último dia na função. Ainda não há substituto, mas a servidora Shirlei Alonso Mendes deverá responder pelo órgão interinamente.
Doroti voltará a atuar como assistente social em Jaú, onde reside. Questões pessoais motivaram o pedido de exoneração, feito no início do ano e só agora aceito pela Secretaria do Estado de Saúde.
A assessoria de imprensa da secretaria informou, na tarde de ontem, que ainda não foi definido um nome para substituir Doroti.
‘Sepultamento’
Os manifestantes da CUT encenaram a cerimônia de sepultamento dos 600 pacientes que morreram enquanto aguardavam vaga de internação nas unidades de urgência do município.
Dois integrantes com “fantasias da morte” representavam autoridades do Estado. O JC publicou com exclusividade, no dia 14 de agosto, que 581 pessoas morreram na fila de espera do PSC de Bauru no período de janeiro de 2009 a junho de 2013. Uma faixa cobrindo toda a extensão da entrada principal do prédio da Câmara frisava que o número de mortos já era de 600 pacientes.
O coordenador regional da CUT, Francisco Wagner Monteiro, diz que a mobilização pretende sensibilizar os vereadores para o problema da compra de vagas em hospitais pela Prefeitura de Bauru enquanto o quarto andar do Hospital de Base estaria com leitos disponíveis. “É caso de polícia. Não dá para ver o secretário de Saúde (Fernando Monti) dizer que está comprando leitos. Leito virou mercadoria”, pontua.
O protesto se estendeu até o horário da sessão da Câmara Municipal de ontem. Enquanto vereadores discursavam, sindicalistas pediam cadeia para dirigentes da Saúde e pediam apoio dos parlamentares do município.
Muitos dos vereadores registraram apoio ao ato da CUT. Moisés Rossi (PPS), porém, sugeriu que a manifestação acontecesse em frente ao Departamento Regional de Saúde (DRS-6).
Já Markinho da Diversidade (PMDB) lembrou que, em junho deste ano, a Câmara solicitou audiência junto ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) para discutir o déficit de leitos hospitalares na cidade.
Pacientes que aguardam vagas há mais de 48 horas no Pronto-Socorro e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) serão hospitalizados em leitos particulares pagos com recursos do governo estadual.
O Ministério Público (MP) pediu e a 1ª Vara da Fazenda Pública de Bauru acatou o bloqueio de valores do Estado para pagamento das internações em leitos da rede privada. O governo estadual pode recorrer da decisão em primeira instância.
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Éder Azevedo |
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Protesto em frente à Câmara Municipal começou por volta das 5h |