08 de julho de 2026
Internacional

Acordo pode salvar Orçamento dos EUA

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O Senado americano rejeitou ontem a proposta provisória de Orçamento aprovada pela Câmara no fim de semana e o governo federal dos EUA deu mais um passo em direção a uma paralisação parcial, na qual seus recursos para pagamentos ficariam bloqueados a partir do próximo 17.

Apenas uma medida de última hora que resultasse em acordo poderia evitar que o país amanheça sob o impasse hoje.

Sem a aprovação nas duas casas até 0h01 de hoje (1h01 em Brasília), início do ano fiscal americano, o teto de endividamento do governo, de US$ 16,7 trilhões (acima do PIB do país, estimado em US$ 16 trilhões), não poderá subir.

O montante já havia sido atingido em maio, mas desde então o governo vinha lançando mão de medidas emergenciais para ganhar tempo e dinheiro.

Segundo o secretário do Tesouro, Jacob Lew, esses recursos se esgotarão dia 17, o que pode implicar tanto na retenção do pagamento de cerca de 800 mil funcionários públicos quanto em um menos provável congelamento dos pagamentos de juros da dívida americana, um calote que abalaria a confiança dos investidores e teria consequências no mercado global.

O impasse é mais um capítulo da queda de braço para conter o rombo no Orçamento americano, no qual os democratas costumam defender aumento dos impostos e cortes na Defesa e os republicanos, redução de gastos sociais.

A última vez que o governo foi paralisado por falta de recursos foi sob o também democrata Bill Clinton, em dois períodos, totalizando 28 dias, entre novembro de 1995 e janeiro de 1996.

Uma eventual paralisação exclui serviços essenciais, como tribunais federais, e também vencimentos de soldados. Mas funcionários civis do departamento de Defesa ficam em casa sem receber.


Obamacare

Republicanos da Câmara de Deputados dos Estados Unidos vão fazer uma nova tentativa de mudar a lei sobre planos de saúde do presidente Barack Obama ao atrelá-la a um projeto sobre financiamento do governo que precisava ser aprovado até à meia-noite desta segunda-feira.

O deputado Darrell Issa, presidente do Comitê de Supervisão de Reforma do Governo da Câmara, disse a jornalistas que a provisão que está sendo atrelada ao projeto de financiamento emergencial exigirá que o presidente e autoridades de primeiro escalão de seu governo tenham seus planos de saúde por meio do programa Obamacare.


Obama trabalhou para evitar paralisação

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um apelo ontem ao presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, que apoie um projeto de lei para financiar o governo por seis semanas e que o vote rapidamente para evitar uma paralisação do governo em horas.

A Casa Branca informou que Obama, em conversa por telefone com o principal membro republicano do Congresso, pediu que Boehner pare com as tentativas da Câmara de atrelar a continuação do financiamento do governo à redução de verbas para a reforma do setor de saúde patrocinada por Obama, o obstáculo central que impede um acordo.