08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Até tu, Estela?


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Não é de hoje de lemos, ouvimos e vemos crises entre prefeitos e vices e em sua grande maioria é por alguém estar com o ego ferido, o vice muitas vezes não tem um papel definido na administração, acabei de ler uma notícia que a vice do Rodrigo Agostinho, Estela Almagro, "rachou" com o prefeito. O que não entendo é o porquê de duas pessoas que não se entendem formarem uma chapa eleitoral para a eleição? E o pior, são reeleitos. Será que os interesses pessoais são maiores que o interesse da população? E não é só em Bauru, isso acontece em várias cidades do Brasil e até mesmo no governo estadual. Recentemente vimos o Guilherme Afif Domingos assumir o Ministério da Micro e Pequena Empresa, o vice do Geraldo Alckmin "rasgou os panos" e se tornou oposição em São Paulo, será vice do Padilha, que tudo indica ser o candidato petista para o Estado.

Enquanto os vices não souberem qual é o seu verdadeiro papel em uma administração, coisas como essa irão existir, sem falar nas relações atribuladas que ficam sob panos quentes, brigas, discussões, a vaidade a flor da pele... Acho normal haver divergência em uma administração, até mesmo por serem seres humanos, mas divergências de como montar um orçamento, qual a prioridade para solicitar verbas, não brigas para ver quem aparece mais na mídia? Mas tudo isso fica para segundo plano quando a vaidade e o dinheiro falam mais alto. E tudo isso é ruim para ambos (prefeito e vice) e pior ainda para a população, que começa a questionar sobre as intenções e qual o verdadeiro motivo pelo qual saiu candidato e mereceu a votação da maioria.

Esses políticos (no geral) têm que pensar que antes do seu ego, seu salário, vem a população, que é realmente importante e penso que se as necessidades básicas do povo estão sendo atendidas, o resto deve-se manter internamente, será que não aprenderam que roupa suja se lava em casa? A oposição bauruense deve estar rindo à toa.

Fabrício Rodrigues