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Antonio Parrinello/Reuters |
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Corpos resgatados foram deixados ao longo do cais enquanto o número de mortos subia |
Ao menos 100 pessoas morreram e mais de 200 estavam desaparecidas em consequência do naufrágio de um barco lotado com imigrantes africanos, ontem, perto da ilha de Lampedusa, no sul da Itália.
O desastre ocorreu quando o motor do barco parou de funcionar e a embarcação começou a ser invadida pela água, disse o ministro do Interior da Itália, Angelino Alfano. Pessoas a bordo queimaram uma folha para chamar a atenção das equipes de resgate, iniciando um incêndio na embarcação. “Uma vez que o fogo começou, havia uma preocupação com o naufrágio do barco e todo mundo foi para um mesmo lado, fazendo com que o barco afundasse”, disse ele em entrevista coletiva.
A embarcação de 20 metros (60 pés), que estaria transportando cerca de 500 pessoas, afundou há mais de um quilômetro da costa.
Corpos resgatados da água foram deixados ao longo do cais enquanto o número de mortos subia, no que pode ser um dos piores desastres a atingir a perigosa rota para imigrantes que tentam chegar à Europa vindos da África.
“É terrível, como um cemitério, eles ainda estão tirando corpos”, disse o prefeito de Lampedusa, Giusi Nicolini, a repórteres.
Depois que 94 corpos foram retirados da superfície da água, mergulhadores que inspecionam os destroços a 40 metros de profundidade viram dezenas de corpos, elevando o total de mortos conhecidos para mais de 100, com mais de 200 ainda desaparecidos, segundo a oficial da guarda-costeira Floriana Segreto.
Papa Francisco ficou indignado
O papa Francisco disse ontem que “é uma vergonha” o naufrágio de uma embarcação com 500 imigrantes
“Falando de crise, falando da desumana crise econômica mundial, que é um sintoma grave da falta de respeito pelo homem, não posso deixar de lembrar com grande dor as várias vítimas do enésimo trágico naufrágio ocorrido hoje (ontem) perto de Lampedusa”, acrescentou. Apenas a colaboração determinada pode evitar tragédias como esta”, disse.
A primeira viagem que fez Francisco como papa foi à ilha de Lampedusa em julho, exatamente para mostrar ao mundo o drama da imigração.