09 de julho de 2026
Nacional

Bolsa fecha em alta após retomada das ações da Petrobras

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Depois de oscilar boa parte do dia no vermelho, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou nesta sexta-feira (4) em alta de 0,68%, a 52.848 pontos. Na semana, houve perda de 1,66%.

Ilustração

Apesar da perda na semana, o Ibovespa fechou em alta

O movimento do índice acompanhou a virada dos papéis mais negociados da Petrobras, que chegaram a cair 2,5% ao longo do dia, mas inverteram a tendência e fecharam com ganho de 0,76%, a R$ 18,68. As ações ordinárias da estatal (com direito a voto) encerraram com valorização de 1,28%, a R$ 17,39.

A queda das ações da estatal no início do dia refletiu a notícia de que a agência de classificação de risco Moody's rebaixou a nota da dívida da companhia por preocupações com a alta alavancagem financeira e o fluxo de caixa negativo.

Em resposta à Moody's, a Petrobras disse em comunicado que seu programa de investimentos é robusto e que o perfil atual de vencimento de sua dívida está bem distribuído e balanceado com a geração de caixa futura.

"A maior parte dos financiamentos já contratados este ano tem prazo de vencimento médio igual ou superior a 7 anos, compatível, portanto, com a maturidade dos projetos de investimento e consequente crescimento da geração de caixa da companhia", afirmou a estatal em nota.

Para o analista William Alves, da XP Investimentos, o rebaixamento é um evento negativo, pois dificulta a capacidade de financiamento da Petrobras. Alves destaca ainda que a companhia segue com problemas crônicos, principalmente no que se refere a sua estrutura de capital e ambições.

"Com o leilão de Libra se aproximando e o desencaixe financeiro se tornando uma realidade, assim como a deterioração do caixa, o rebaixamento [da nota da Petrobras pela Moody's] não chega a surpreender", diz Alves.

"O mercado já precifica, ainda que parcialmente, um reajuste de preços de combustíveis para a companhia, de forma a aliviar suas perdas nos segmento de abastecimento", completa.

Segundo analistas, a virada das Bolsas nos Estados Unidos, que também haviam começado o dia no vermelho, ajudou o mercado brasileiro a se recuperar.

Mesmo assim, os investidores seguiam cautelosos à espera de uma solução para a paralisação do governo naquele país, que chegou ao quarto dia hoje.

Parques, museus e outros espaços públicos permanecem fechados nos EUA, além de milhares de funcionários terem sido temporariamente dispensados, numa atitude radical para conter os gastos do governo americano e evitar um calote.

Para que isso não aconteça, parlamentares americanos devem entrar em acordo até o dia 17 de outubro e aprovar a elevação do teto da dívida dos EUA.

Colaborando para a virada da Bolsa, as ações da OGX, petroleira de Eike Batista, fecharam com ganho de 4,55%, a R$ 0,23. Já as ações mais negociadas da Vale subiram 1,43%, a R$ 31,90. Esses dois papéis, juntos, representam cerca de 13% do Ibovespa.

Câmbio

Depois de atravessar um dia instável, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou em alta de 0,08% em relação ao real, cotado em R$ 2,203 na venda. Na semana, porém, houve desvalorização de 2,41% da moeda americana.

O dólar comercial, usado no comércio exterior, subiu 0,36% no dia, a R$ 2,211.

Especialistas atribuem o movimento ao fato de os investidores estarem em compasso de espera diante do impasse fiscal nos Estados Unidos, que prolonga a paralisação parcial do governo norte-americano. O clima de cautela eleva a procura por aplicações mais seguras, como o dólar, o que pressiona a cotação da moeda americana para cima.

Hoje, o Banco Central realizou leilão de US$ 1 bilhão com compromisso de recompra em duas etapas. A primeira teve data de recompra em 3 de dezembro de 2013, enquanto a segunda teve data de recompra em 2 de julho de 2014.