07 de julho de 2026
Polícia

Pomba levava celular para detento do CPP 3

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Na tarde deste domingo (6), agentes penitenciários do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) 3, antigo Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru, conseguiram interceptar a entrada de um aparelho celular na unidade. O fato seria mais um dos muitos casos registrados por unidades prisionais da região se o autor do “delito” não fosse uma pomba. No ano passado, o JC noticiou caso semelhante ocorrido em Pirajuí (leia mais abaixo).

 

Divulgação/Sec. Adm. Penitenciária

No ano passado, foi apreendido um pombo na PI de Pirajuí

De acordo com boletim de ocorrência (BO) registrado no plantão policial, por volta das 14h10, uma pomba pousou na cozinha do CPP 3, localizado no quilômetro 349 da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294).


Um agente penitenciário que estava no local visualizou uma espécie de “bolsa” de pano preta amarrada com elásticos brancos no corpo da ave. No interior da bolsa, havia um aparelho celular usado, com bateria e sem chip.


O telefone foi apresentado no plantão policial e apreendido. Em maio do ano passado, o JC revelou com exclusividade a ocorrência de pelo menos sete casos semelhantes na Penitenciária I (PI) de Pirajuí.


A reportagem apurou que as pombas eram flagradas por agentes com uma espécie de “mochila” adaptada nas costas, onde eram armazenados aparelhos celulares e drogas, quase diariamente.


Na ocasião, a Polícia Civil confirmou a instauração de dois inquéritos. Num dos casos, o pombo chocou-se contra o vidro da janela de uma das celas – provavelmente por não suportar o peso de sua bagagem – e acabou morrendo.


Na “mochila” que ele trazia no dorso, havia um aparelho celular com bateria e chip. Em outro caso, funcionários da unidade capturaram a ave viva, próxima ao alambrado da PI, com um celular e bateria nas costas.



Punições


A pessoa de fora que promove, por meio do uso de pombos, a entrada de celulares em presídios infringe o artigo 349-A do Código Penal e, se identificada, pode ser condenada a pena que varia de três meses a um ano de prisão.


Além da apuração criminal, de acordo com a Lei de Execução Penal, o preso que for flagrado com aparelho celular ou droga dentro de unidade prisional comete falta disciplinar grave e fica sujeito a uma série de sanções administrativas.