10 de julho de 2026
Nacional

?Ninguém vota por causa do vice?

Agências
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O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) disse ontem que o saldo da coligação entre a ex-senadora Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos - ambos agora no PSB -, é positivo para ambos, mas ponderou que “no Brasil, ninguém vota por causa do vice”.

Bernardo afirmou, no entanto, que o governo não está preocupado com a campanha presidencial do ano que vem, embora seja necessário “olhar com respeito” os adversários.

“Precisa ver quem será o candidato. No Brasil, ninguém vota por causa do vice. Hoje Marina diz nos jornais claramente que pode ser candidata”, disse.

“O governo não se preocupa com campanha. Quem se preocupa com isso é partido. Precisamos olhar com respeito, mas ainda há muita coisa para acontecer. Não há campanha presidencial fácil no Brasil”, completou.

Em entrevista à “Folha de S.Paulo” ontem, Marina reafirmou que a candidatura “posta” ao Palácio do Planalto é a do governador de Pernambuco, mas disse que ambos são “possibilidades” e sabem disso.


Disputas estaduais

Apesar de ter firmado uma aliança programática com o PSB no sábado, os membros da Rede Sustentabilidade, movimento político comandado pela ex-senadora Marina Silva, disseram ontem que podem se descolar do projeto socialista em algumas disputas estaduais.

A Rede Sustentabilidade aderiu ao projeto do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não concedeu o registro partidário para a Rede, o que permitiria a Marina Silva se candidatar à Presidência pelo partido que buscava criar.

Marina disse ontem que os limites para a aliança com o PSB serão baseadas na “coerência programática” evitando, porém, apontar quais negociações específicas do PSB não poderiam ser levadas adiante para que ela e a Rede continuassem coligados a Campos. “Estaremos juntos na coligação nacional (com o PSB), mas vamos analisar caso a caso nos Estados”, disse o secretário de organização da Rede, Pedro Ivo.

Eles negaram, porém, que isso signifique que a Rede está usando a lógica idêntica dos demais partidos, que fazem alianças de acordo com as conveniências regionais.

A Rede reunirá sua comissão nacional no domingo, para discutir as diretrizes do aprofundamento e os desdobramentos da aliança com o PSB. Serão discutidos temas relacionados ao programa do partido e também às alianças estaduais.