Menos de um ano depois de ser capturado junto com seu bando, o integrante de uma quadrilha especializada em furto de veículos foi preso novamente. Cláudio Ferreira de Souza Júnior, 28 anos, foi detido em Ourinhos (130 quilômetros de Bauru), após furtar uma Saveiro Cross nas imediações da quadra 33 da avenida Nações Unidas.
O crime foi registrado no início da tarde de anteontem, em Bauru. Assim que a vítima prestou queixa do furto, a polícia foi acionada e o suspeito foi localizado dirigindo o veículo, ainda com as placas originais, na rodovia Raposo Tavares.
Houve perseguição e Souza Júnior seguiu em direção à cidade de Ourinhos, onde foi capturado em flagrante. Ele confessou o crime – praticado da mesma forma como agia no ano passado – e foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cerqueira César.
Em 6 de dezembro do ano passado, o criminoso foi preso junto com outras cinco pessoas após a quadrilha ser monitorada por 40 dias pela Polícia Civil. No dia seguinte, um sétimo integrante também foi localizado.
Na ocasião, o delegado Cledson do Nascimento explicou que a quadrilha era organizada e tinha um modo de operação inteligente. Na época, o grupo era considerado o maior bando atuante em Bauru, com realização média de um furto por dia.
“Eles agiam principalmente na região central e os alvos eram, na maioria, modelos Gol, Saveiro e Parati. Arrombavam o automóvel, trocavam o módulo e levavam o carro”, relatou.
Liberdade
Depois, para minimizar os riscos de serem flagrados, abandonavam o automóvel em algum local movimentado e esperavam a “poeira baixar”.
“Eles deixavam o carro em locais como estacionamentos, shoppings e pátios de indústrias. Depois de um dia, buscavam o automóvel e entregavam a um desmanche”, comentou Nascimento.
E na ação organizada, cada “núcleo” tinha sua função específica. Célio Roberto Silvério, Cristiano Rodrigo Flausino e Rivaldo Faria Pereira eram os responsáveis por furtar o automóvel. Já Washington Michelassi, Douglas Egisto Zanini Morgan e Claudio Ferreira de Souza Júnior forneciam os módulos eletrônicos para a ação.
Comerciante em Bariri, Braulio Moço foi apontado como sendo o receptador dos veículos. Segundo as investigações, era ele quem encomendava o modelo, ano e cor dos automóveis a serem furtados, de acordo com a demanda existente no mercado negro de autopeças.
Cerca de 15 dias depois das prisões, os sete acusados obtiveram na Justiça o benefício da liberdade provisória, o que permitiu a Souza Júnior voltar a praticar os mesmos crimes.