09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Médicos do PS Central - ultrapassou o admissível


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Anteontem, pelas lentes da TV TEM, vejo mais uma denúncia do caso dos médicos, servidores municipais de Bauru, uns poucos que denigrem cada vez a já combalida imagem da medicina como um todo hoje no Brasil (eles mesmos são os culpados pelo péssimo nível de aceitação da população aos seus serviços). Quando a acusam de elitista e de ter privilégios que outras categorias não possuem, seus órgãos de classe gritam, esperneiam, mas não se posicionam adequadamente diante de denúncias como as que vi ontem.

É o repetitivo caso dos médicos batendo cartão de ponto para adentrarem ao local de trabalho e saindo logo em seguida pela porta dos fundos para lanchar, almoçar, jantar ou fazer não sei o que mais na rua, longe do trabalho. Uma vergonha escancarada, feita de forma consentida entre todos no setor.

O povão esperando atendimento, tudo precarizado, e o cara entra no serviço e sai para fazer algo particular. Isso todos os dias, dia após dia, ano após ano. O sectário (ops), digo, secretário municipal de Saúde não se pronuncia (e se não o faz é inoperante, inadequado e inoportuno) convincentemente sobre o assunto; os três vereadores médicos não gostam de tocar no assunto (o tal do espírito de corpo da classe, todos "doentes" por fingirem desconhecer o problema); o prefeito idem e pelo visto, será mesmo o Ministério Público que tomará alguma medida punitiva.

Os médicos bauruenses representam hoje o maior salário da folha de pagamentos da Prefeitura Municipal, num arranjo meia-boca feito pelo sectário (ops), digo, secretário e a Câmara de Vereadores, sem que a situação fosse resolvida. Gostam de privilégios, se acham intocáveis, denigrem os estrangeiros que chegam para trabalhar e cuidar do povo de fato e, infelizmente, pouco fazem para reverter o triste quadro vislumbrado pela população do serviço que nos prestam.

A categoria num todo deveria se pronunciar e ajudar a denunciar os maus profissionais do setor, propondo uma revisão no acordo de trabalho desses, pois todos perdem com a continuidade dessa licenciosidade. Diante de tudo, sem que alguma solução possa ser vislumbrada pelas vias normais (as tais políticas), só vejo uma saída: polícia neles!

Henrique Perazzi de Aquino - jornalista e professor de História