Mais uma vez, o presente torna-se refém da história. Na mitologia grega, usar a máscara era deixar de ser o que se é para encarnar, durante a mascarada, uma alienação em relação a si mesmo, um controle do deus que nos passa o freio. Pois não é que esses black blocs continuam personificando a perda da razão e o desrespeito às leis que procuram refrear inconveniências? Será necessário alguém que, como Perseu, enfrente o olhar mortal do monstro e, arrancando sua cabeça, ponha-nos livre de todo esse terror. Alguém que tenha pulso e arranque a máscara desses malucos que se mantêm distante da realidade política e social. Se eles querem encarnar o pavor e o terrificante que o façam lá onde o sol nasce quadrado. Cadeia neles!
Maria da Glória De Rosa