09 de julho de 2026
Internacional

Sequestrador de Ohio pode ter morrido em ato sexual na prisão

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

O sequestrador Ariel Castro, achado enforcado na sua cela no mês passado, pode não ter cometido suicídio, e sim morrido acidentalmente durante um ato sexual, sugeriu um boletim investigativo divulgado na quinta-feira por autoridades de Ohio.

O relatório do Departamento de Reabilitação e Correção também disse que as autoridades carcerárias falsificaram prontuários e deixaram de fazer verificações de rotina na cela de Castro em 3 de setembro, data em que ele morreu.

Castro cumpria pena de prisão perpétua acrescida de mil anos de detenção per ter protagonizado um caso de grande repercussão mundial, por ter mantido como prisioneiras três moças, hoje com idades entre 23 e 32 anos, que conseguiram fugir da casa dele em 6 de maio. Uma menina de 6 anos, filha de Castro com uma das reféns e nascida em cativeiro, também foi libertada na ocasião.

Ele havia sido retirado em junho da lista de possíveis suicidas, mas precisava ser monitorado por guardas a cada 30 minutos. “Parece não haver motivação conhecida e substanciada para a morte autoinflingida”, disse o relatório.

O relatório diz que a calça e a cueca de Castro estavam abaixadas até o tornozelo quando ele foi achado enforcado com um lençol, mas o documento admite que a relevância dessa informação “não está clara”. Essas circunstâncias foram passadas à Patrulha Rodoviária do Estado de Ohio, para que seja “levada em consideração a possibilidade de asfixia autoerótica”.

A asfixia autoerótica é uma forma de masoquismo sexual em que o fluxo de oxigênio para o cérebro é reduzido, a fim de intensificar o prazer da masturbação.