11 de julho de 2026
Internacional

Organização para a Proibição de Armas Químicas ganha o Nobel da Paz

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW, na sigla em inglês) foi anunciada nesta sexta-feira (11) como vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2013.

Criada em 1997 e com sede em Haia (Holanda), a instituição implementa a Convenção de Armas Químicas, tratado internacional que baniu o uso deste tipo de armamento no mundo. Recentemente, a Opaq recebeu atenção por ter assumido a missão de destruir o arsenal de armas químicas na Síria.

O Comitê Norueguês do Nobel afirmou que a organização foi escolhida por seus grandes esforços para "livrar o mundo das armas químicas". "As convenções e o trabalho da Opaq definiram o emprego das armas químicas como um tabu, sob a lei internacional", afirmou.

Em sua história, a Opaq já realizou mais de 5.000 inspeções em 86 países e fiscalizou a destruição de 57.740 toneladas métricas de armas químicas, o que corresponde a 81,1% do total dos estoques de armas químicas declarados pelos países.

Os EUA ainda detêm cerca de 10% de seu arsenal, a Rússia, 70% e a Líbia, 51%.

Em 2011, a organização teve um orçamento de aproximadamente € 74 milhões (R$ 218 milhões).

O prêmio frustrou as expectativas das mídias britânica e americana, que previam a escolha da ativista Malala Yousafzai, a paquistanesa baleada na cabeça pelo movimento islâmico Taleban por causa da militância pelo direito das mulheres à educação.

Convenção

Dos 189 Estados que integram a organização, apenas sete declaram possuir estoques de armas químicas. Os sete são a Albânia, a Índia, o Iraque, a Líbia, a Rússia e os EUA, além de um anônimo, que acredita-se ser a Coreia do Sul. Entre as armas estão gás mostarda e agentes como o gás sarin e VX.

Nesta segunda-feira (14), a Síria, detentora de armas químicas, deverá virar o 190º membro da organização. Conforme a inteligência americana, o regime sírio realizou em 21 de agosto passado um ataque de gás sarin no subúrbio de Damasco que matou 1.429 pessoas, sendo 426 crianças.

Entre os países que não são signatários da convenção estão a Coreia do Norte, Angola, Egito e Sudão do Sul. Israel e Mianmar (ex-Birmânia) assinaram, mas não ratificaram o documento.

Pela convenção, é proibido desenvolver, produzir, adquirir, guardar, reter, transferir ou usar armas químicas.