Acompanhando o bom humor externo, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou nesta sexta-feira (11) em alta de 0,29%, a 53.149 pontos, com os investidores à espera de um acordo nos Estados Unidos para elevar o teto da dívida daquele país. Na semana, houve ganho de 0,57%.
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Reuters |
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Bolsa fecha com investidores à espera de um acordo nos Estados Unidos para elevar o teto da dívida daquele país |
"O acordo sobre a elevação do teto da dívida nos Estados Unidos deve ficar para o final de semana. Já é um alento o fato de haver uma negociação, ou seja, ambas as partes [democratas e republicanos] estão dispostas a chegar em um consenso. Isso é o que animou o mercado hoje", diz Julio Hegedus, economista-chefe da consultoria Lopes Filho.
Para Hegedus, o que alivia o mercado é a descrença de que os Estados Unidos darão calote. "Estamos falando de muito dinheiro que deixaria de ser pago aos credores, sendo a economia chinesa o principal deles. Imagina o efeito em cadeia: EUA dão calote na China, que dá calote em nos países com os quais mantém relações comerciais, ou seja, o Brasil e o mundo. Um estrago sem precedentes. Isso não irá acontecer", diz.
Ontem, o sentimento de que o acordo sairia já havia motivado o ânimo nas Bolsas do mundo inteiro, que subiram fortemente, com os índices de ações americanos fechando nos maiores níveis desde o início do ano.
Mesmo sem acordo, ainda permaneceu no mercado o sentimento de que os EUA vão conseguir evitar o calote, o que continuou motivando a alta das Bolsas externas. O índice americano Dow Jones fechou hoje em alta de 0,6%, enquanto o S&P 500 avançou 0,5%. Os mercados europeu e asiático também fecharam no azul.
Hoje, senadores republicanos dos EUA tiveram nova reunião na Casa Branca com o presidente Barack Obama, e a descreveram como respeitosa e construtiva, mas disseram que nenhum acordo foi alcançado para elevar o limite da dívida ou encerrar uma paralisação do governo.
Enquanto o acordo não chega, parques e espaços públicos nos Estados Unidos continuam fechados, e milhares de funcionários do governo permanecem afastados de suas funções, numa medida emergencial para conter custos.
As negociações por uma solução, porém, prosseguem. O mercado espera um desfecho o quanto antes, pois, na próxima quinta, vence oficialmente a autorização de emergência para o governo dos EUA continuar tomando empréstimos. Segundo o secretário do Tesouro, Jacob Lew, os cofres, até lá, estarão vazios.
Depois de terem ficado na ponta positiva do Ibovespa durante boa parte do dia, os papéis da LLX, empresa de logística que era controlada por Eike Batista, reduziram os ganhos e fecharam o dia com alta de 0,88%, a R$ 1,38.
Ontem, a companhia informou que seu controle passará para o grupo americano EIG na próxima segunda-feira, em acordo que inclui um aumento de capital e renegociação de dívidas, além de financiamento.
"O suporte financeiro permitirá à LLX usar os proventos do aumento de capital para financiar seu novo plano de investimentos", afirmaram analistas do UBS em relatório, mantendo recomendação de compra para os papéis.
Os papéis do frigorífico JBS fecharam com a maior alta do Ibovespa hoje, de 4,01%, a R$ 8,04. Em seguida, as ações mais negociadas da Usiminas avançaram 3,63%, a R$ 11,69. Também contribuiu para o bom desempenho do índice o ganho de 1,51% dos papéis mais negociados da Vale, a R$ 31,02.
Câmbio
No câmbio, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, teve leve alta de 0,06% em relação ao real, cotado em R$ 2,179 na venda. Na semana, houve, perda de 1,08%.
Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, registrou ligeira baixa de 0,13%, a R$ 2,178. Na semana, houve perda de 1,5%.
O Banco Central realizou hoje o leilão de linha previsto em seu plano da autoridade para conter a escalada do dólar. Foi ofertado US$ 1 bilhão em dois lotes, ambos com data de recompra em 2 de janeiro de 2014.